Tiago Margarido expressa frustração após derrota no último minuto

  1. Tiago Margarido lamenta golo da derrota
  2. Margarido completou 100 jogos
  3. Sporting venceu por 2-1
  4. Rui Borges reconhece falta de inspiração

No recente confronto entre o Nacional e o Sporting, o treinador Tiago Margarido expressou a frustração de sofrer o golo da derrota nos últimos momentos da partida.

“Sim, custa muito sofrer o golo da derrota no último minuto porque tivemos a primeira oportunidade do jogo, o Sporting marca e tivemos a capacidade de reagir. Tirando o Sporting de Braga e o FC Porto, mais nenhuma equipa marcou em Alvalade. Depois desta forma briosa como nos batemos, claro que custa sofrer o golo no último minuto,” disse Margarido, ressaltando o desempenho da sua equipa.

Análise do Jogo

A partida, embora tenha terminado 2-1 a favor do Sporting, foi um marco significativo na carreira de Margarido, que completou 100 jogos ao leme do Nacional.

“[Completar 100 jogos no comando técnico do Nacional é] uma marca que me deixa a mim e à minha equipa técnica orgulhosos. Nos tempos atuais, não é fácil permanecer tanto tempo à frente de um clube. Mérito também da administração do Nacional, que mantém a confiança em nós nos momentos mais difíceis,” acrescentou o técnico.

Estratégia de Jogo

Com uma estratégia clara para parar o jogo ofensivo do Sporting, Margarido enfatizou o trabalho coletivo da sua equipa.

“Nós tínhamos como estratégia inicial tentar regular o jogo interior do Sporting e para isso optamos por um bloco médio, com uma linha defensiva bastante alta. Também era uma das premissas condicionar a primeira fase do Sporting para que os centrais e posteriormente o Morita não conseguissem ter o jogo aberto para fazer essas ligações interiores. Eu penso que conseguimos isso com sucesso. Portanto, penso que os jogadores estão de parabéns pelo trabalho que fizeram, foi preciso correr muito, foi preciso equilibrar muito a equipa também nos corredores laterais,” disse Margarido.

Dificuldades do Sporting

Por outro lado, o treinador do Sporting, Rui Borges, reconheceu as dificuldades enfrentadas pela sua equipa durante o jogo.

“Conseguiram condicionar-nos de alguma forma, mas também faltou-nos alguma inspiração. Dentro das características dos jogadores que tínhamos em campo, uns jogadores davam umas coisas, outros outras. Por isso, mais do que tudo, foi falta de inspiração que tivemos ao longo do jogo. Não tivemos o caudal ofensivo que costumamos ter,” lamentou Borges.

Momento Crítico e Esforço dos Jogadores

Sobre a capacidade de marcar em momentos críticos, Borges comentou: “Sim, mas nas outras épocas também aconteceram golos aos 90+5m. Chegou a ser em quatro jogos seguidos. O jogo acaba quando o árbitro apita. Temos de acreditar que vamos fazer golo. A crença, o mérito e a nossa capacidade têm sido estupendas.” Esta afirmação revela a mentalidade resiliente que caracteriza o Sporting.

Por fim, a análise de Borges à exibição dos jogadores destacou o esforço feito, mesmo em condições difíceis: “O Quaresma fez um jogaço outra vez, mesmo com todo o condicionalismo, porque condiciona-o muito mesmo a máscara e basta olhar para ele a jogar. Mesmo assim, fez um grande jogo. O Diomande também fez um jogo competente. Agora, são dois jogadores diferentes dos outros dois habituais.”

Assim, a vitória acabada de conquistar, embora apertada, deixa em ambos os treinadores a certeza de que a luta pela excelência continua.

O Nacional, apesar de sair derrotado, ganhou a admiração pelo desempenho tático e pela resiliência demonstrada, enquanto do lado do Sporting, a necessidade de aprimorar o seu jogo se torna evidente.