A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) manifestou esta quarta-feira a sua “estupefação e indignação pela forma como a honra e reputação da instituição foram afetadas”
na sequência das buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) às suas instalações, no âmbito da Operação Mais Valia.
“Os elementos da Direção da Federação Portuguesa de Futebol, reunidos de urgência na manhã desta quarta-feira, expressaram de forma unânime a sua estupefação e indignação pela forma como a honra e reputação da instituição foram afetadas por todos os acontecimentos ocorridos no dia de ontem”
, pode ler-se no comunicado divulgado pelo organismo.
A FPF reafirmou “o seu compromisso quanto à absoluta intransigência perante práticas ilícitas ou criminais que venham a ser apuradas, agindo de modo inflexível em relação a qualquer pessoa ou entidade que tenha lesado os interesses e o bom nome da instituição”
.
Nesse sentido, a direção da FPF anunciou um conjunto de medidas, começando pela “extensão ao mandato 2016-2020 da auditoria que já decorre, desde 17 de Março, referente aos anos entre 2020-2024, que permita uma análise minuciosa e aprofundada, sobretudo nas áreas críticas que envolvem pagamento de comissões, prestações de serviços e procedimentos na área de recursos humanos, por forma a apurar eventuais responsabilidades civis ou criminais”
.
“Reafirmaram também o seu compromisso quanto à absoluta intransigência perante práticas ilícitas ou criminais que venham a ser apuradas, agindo de modo inflexível em relação a qualquer pessoa ou entidade que tenha lesado os interesses e o bom nome da instituição”
, pode ler-se no comunicado.
As medidas anunciadas incluem ainda a “implementação imediata de processo de averiguação interna aos procedimentos administrativos de todos os departamentos da Federação Portuguesa de Futebol”
, o “reforço das políticas de compliance e dos mecanismos de escrutínio da idoneidade de todos membros dos Órgãos Sociais, funcionários e colaboradores”
e a “implementação de certificação nas normas internacionais: ISO 9001 (qualidade), ISO 27001 (segurança da informação) e ISO 37001 (anticorrupção)”
.
A FPF anunciou também a “aceitação, com efeito imediato, do pedido de revogação de contrato do prestador de serviços Paulo Lourenço”
, antigo secretário-geral do organismo que foi constituído arguido no processo.
“A terminar a reunião, os elementos da Direção demonstraram a convicção de que as medidas agora adotadas servirão para que a Federação Portuguesa de Futebol seja sempre vista como um exemplo de boas práticas, transparência e defesa dos melhores valores cívicos e desportivos”
, conclui o comunicado.