O Santa Clara conquistou uma vitória sofrida sobre o Gil Vicente por 1-0, num jogo que ficou marcado pelas opiniões distintas dos dois treinadores sobre o desenrolar da partida e o resultado final.
O técnico do Santa Clara, Petit, expressou a sua satisfação com o desfecho, afirmando: “Sabe bem acabar assim, mas também podíamos ter marcado logo de início. Foram duas equipas muito encaixadas e o tempo complicou o jogo jogado. Disse aos jogadores que o jogo poderia ser decidido numa jogada individual ou num lance de bola parada e foi assim que aconteceu.” No entanto, o treinador fez questão de sublinhar a importância do trabalho contínuo: “São cinco jogos sem perder, mas ainda falta muito campeonato. Agora vamos descansar, os jogadores estão numa época desgastante pois participaram na Conference League, e o descanso será importante.” Petit também abordou a ausência de um dos seus jogadores, explicando: “O Gonçalo Paciência treinou limitado e optámos por não arriscar a sua utilização. Quando não sofres golos, estás sempre mais perto de ganhar. É continuar como temos vindo a trabalhar.”
Por outro lado, César Peixoto, treinador do Gil Vicente, mostrou-se mais crítico em relação ao desempenho da sua equipa e ao resultado. Para Peixoto, o empate seria o justo: “Foi um jogo difícil, mas equilibrado. Fomos a única equipa que tentou jogar, e dói mais quando é assim. Isso tem de nos dar raiva para podermos dar a volta. O resultado justo seria o empate, e o Santa Clara foi feliz por acreditar até ao fim.” Peixoto acrescentou ainda que a dificuldade do resultado: “Somos uma equipa que lutou, acreditou, especialmente nestas condições adversas. Temos de ser consistentes, e o futebol é cruel. Temos de reagir, voltar às vitórias. No futebol, quando não se ganha, está tudo mal; temos de acreditar nos jogadores e transmitir confiança. Com vitórias tudo muda, mas isso não me afeta nem aos nossos objetivos. Apenas por muita infelicidade não acabamos por levar um ponto daqui.”