A entrada de Evangelos Marinakis no Rio Ave: Um passo para a elevação dos clubes de média dimensão em Portugal?

  1. Evangelos Marinakis irá adquirir 80% do capital social do Rio Ave por €20 milhões.
  2. Este investimento representa um passo relevante para os clubes de média dimensão em Portugal.
  3. A entrada de investidores privados é necessária para a sobrevivência dos clubes portugueses.
  4. A centralização dos direitos televisivos é uma medida que está próxima de ser implementada.
  5. É necessário repartir o bolo de forma mais equitativa para garantir melhores espetáculos.
  6. Será fundamental ter um campeonato com menos equipas, uma arbitragem independente e uma justiça célere.
  7. O objetivo é tornar a liga portuguesa uma candidata ao top 5 do ranking da UEFA em cinco anos.
A entrada de investidores privados nos clubes portugueses tem sido cada vez mais comum nos últimos anos. No entanto, a entrada de Evangelos Marinakis na futura SAD do Rio Ave pode ser considerada um marco importante para os clubes de média dimensão em Portugal. O investimento de €20 milhões por 80% do capital social do clube demonstra uma aposta sólida no potencial do Rio Ave. Essa transação financeira surpreende pelo valor envolvido, especialmente se compararmos com outras aquisições semelhantes. Por exemplo, o luxemburguês Gérard Lopez pagou €15 milhões por 90% da SAD do Boavista, enquanto a VSports de Nassef Sawiris e Wesley Edens investiu €5,5 milhões para ficar com 46% da SAD do V. Guimarães. Até mesmo o fundo soberano do Catar, QSI, pagou perto de €20 milhões (valor não oficial) por 21,67% do capital social do SC Braga, um clube que já disputa a Liga dos Campeões. A entrada de investidores privados nos clubes portugueses é uma realidade necessária para a sobrevivência da maioria deles. O modelo atual de gestão está esgotado e o estatuto de liga periférica não garante receitas televisivas satisfatórias. Além disso, as vendas milionárias são algo restrito a apenas alguns clubes. O cenário atual exige uma abertura a capital externo e uma reformulação do futebol português. A centralização dos direitos televisivos é uma medida que está próxima de se concretizar, mas não será suficiente. Será necessário ir além disso. É preciso repartir o bolo de forma mais equitativa para que todos os clubes possam investir e garantir melhores espetáculos. No entanto, a reformulação apenas dos direitos televisivos não resolverá os problemas estruturais do futebol português. É fundamental também ter um campeonato com menos equipas, uma arbitragem independente e capaz de proporcionar credibilidade, uma justiça célere e eliminar o cheiro a bolor que ainda permeia o ambiente futebolístico em Portugal. O objetivo final deve ser tornar a nossa liga uma candidata a figurar no top 5 do ranking da UEFA em cinco anos. Para isso, é necessário atrair mais investidores e criar um ambiente propício ao desenvolvimento do futebol português. A entrada de Evangelos Marinakis no Rio Ave pode ser apenas o primeiro passo nessa direção.

Cathro quer mais do Estoril do que "fogo-de-artifício"

  1. Não quero viver num mundo em que quando ganhamos um jogo contra o Rio Ave e chegámos aos 34 pontos, há fogo-de-artifício.
  2. Na próxima vez que houver fogo-de-artifício é porque estamos a procurar os passaportes para poder ir fazer eliminatórias [competições europeias].
  3. Não podemos viver num mundo em que possamos ir a um jogo mais tranquilos por causa disto ou aquilo, porque não queremos isso, queremos muito mais e é preciso que toda a gente dentro do clube entenda e vá connosco.