Rui Alves, presidente do Nacional, manifestou-se a favor de uma distribuição mais equitativa dos direitos audiovisuais no futebol profissional português. Em conferência de imprensa no Estádio da Madeira, o dirigente madeirense sublinhou a importância de promover “equilíbrio, sustentabilidade e competitividade”
na centralização dos direitos televisivos. Segundo Alves, a proposta atual da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) não cumpre estes princípios, o que motivou a intervenção legislativa.
“Ao invés de corrigir os desequilíbrios que o legislador identificou, a proposta da LPFP limita-se a atenuá-los ligeiramente, mantendo estruturas de concentração que prejudicam a competição”
, afirmou Rui Alves. O Nacional propôs um modelo alternativo que prevê uma percentagem fixa de receitas na ordem dos 36%, um aumento considerável em relação aos 15% propostos pela LPFP. Esta sugestão visa um maior equilíbrio entre os clubes, em contraste com a proposta da LPFP, que privilegia a dimensão mediática e o mérito desportivo. Rui Alves enfatizou a necessidade de uma votação justa e transparente.
Para a sessão magna decisiva na segunda-feira, Rui Alves apelou ao presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), António Saraiva, para que conduza os trabalhos com a “independência que o cargo merece”
. O líder do Nacional solicitou que a proposta do clube fosse votada em simultâneo com a da LPFP, através de voto secreto, garantindo que todos os clubes possam exercer o seu “direito de voto de forma livre e democrática”
. Esta decisão é das mais importantes dos últimos tempos, pois definirá a repartição das receitas por quatro épocas consecutivas. Em abril, os clubes já haviam ratificado a proposta da LPFP para a venda interna, com o Benfica a votar contra e o Nacional a abster-se. A chave de repartição das receitas será votada em Assembleia Geral extraordinária da LPFP, no Porto.