O Moreirense empatou a uma bola frente ao Nacional, num encontro que se revelou desafiador para a equipa da casa. Segundo o treinador Vasco Botelho da Costa, a sua equipa podia “ter feito mais, mas não acho que tenha sido falta de vontade. Acabou por faltar pernas. Foi um pouco físico, mas também a qualidade que a equipa do Nacional acabou por colocar, foi um misto das duas coisas.” Esta declaração sublinha as dificuldades físicas e táticas enfrentadas pelo Moreirense, especialmente na fase final do jogo.
O técnico do Moreirense detalhou ainda a evolução da partida, afirmando que “Até aos 60 minutos estivemos bastante bem, o Nacional apareceu muito bem a ligar o jogo nos médios e até contrariar isso tivemos alguns problemas. Fomos controlando o jogo, com boas decisões, fazemos o golo e entrámos muito fortes na segunda parte, a criar oportunidades, mas acabámos por quebrar.” Este período de quebra permitiu ao Nacional crescer no jogo e, eventualmente, alcançar o empate. Botelho da Costa reconhece que “Sendo justo, nos últimos quinze minutos, tivemos alguma sorte a terminar com o empate. Acho que o empate se ajusta.”
Apesar do resultado, o treinador do Moreirense tenta extrair pontos positivos e olha para o futuro com otimismo. “Temos de olhar para isso do ponto de vista positivo. Não podemos estar aqui a choramingar, não faz parte do nosso ADN. Não jogando uns, entram outros, enquanto tivermos onze para entrar estou tranquilo. Noutras fases da época ficamos tristes por deixar muita gente de fora. Estamos num campeonato em que há uma luta acérrima pela manutenção, tirando os cinco maiores clubes com mais capacidade. A dez jogos do fim atingimos os objetivos num ano em que o Moreirense sofreu uma transformação muito grande. Mesmo assim, conseguimos aliar a essa transformação com qualidade na forma como a equipa se comporta, e ter resultados positivos. Satisfeitos pelos 35 pontos, mas conscientes que ainda temos muito trabalho pela frente.”
A partida, que terminou com um 1-1, viu Luís Semedo dar a vantagem ao Moreirense no último lance do primeiro tempo, após um desequilíbrio defensivo do Nacional. Contudo, na segunda parte, Miguel Baeza restabeleceu a igualdade com um remate de pé esquerdo, relançando o jogo a favor dos insulares. Este empate permitiu ao Nacional quebrar uma série de três derrotas, mas prolongou para seis o número de jogos sem vencer.
A figura do jogo foi precisamente Miguel Baeza, que além de assinar o golo do empate, teve uma boa prestação no setor intermediário, criando várias oportunidades após o golo, embora sem sucesso na finalização. O momento decisivo da partida foi o golo do Nacional aos 67 minutos, através de uma boa jogada ofensiva que culminou no remate certeiro de Baeza. Em reconhecimento ao Dia Internacional da Mulher, uma ação simbólica marcou o início do jogo, com Arminda Mendes, a sócia mais antiga do Moreirense, a entrar em campo com a bola do jogo. Esta iniciativa destacou a fidelização e a importância das mulheres no clube.