As eleições no Vitória de Guimarães, marcadas para 13 de junho, continuam a aquecer, com as diferentes candidaturas a intensificarem as suas abordagens e a lançarem desafios. A troca de acusações e o apelo à responsabilidade marcam a tónica da campanha, com especial destaque para a preocupação com o impacto das declarações na estrutura do clube.
Viriato Sampaio, líder da Lista C, lançou um desafio às restantes candidaturas para um debate público focado nas soluções financeiras para o Vitória SC. A sua lista considera fundamental
que tal aconteça para esclarecer os associados vimaranenses, reforçando que “O momento financeiro que o Clube atravessa exige responsabilidade, rigor e verdade. Os sócios têm o direito de conhecer, comparar e avaliar, de forma clara, todas as propostas apresentadas para responder aos desafios da dívida, do passivo e da sustentabilidade financeira a curto, médio e longo prazo”, afirmou Sampaio. A Lista C prossegue, afirmando que “Num período decisivo para o futuro do Vitória SC, é essencial que o debate eleitoral não se limite a afirmações genéricas ou promessas sem sustentação. Os sócios devem votar informados sobre as diferentes opções financeiras colocadas em cima da mesa, percebendo quais os caminhos propostos, os riscos envolvidos e o impacto real de cada solução no futuro do Clube”. Para finalizar o desafio, a Lista C destaca que “Assim, a Lista C lança publicamente o desafio para a realização de um debate dedicado exclusivamente às soluções financeiras, com a participação dos candidatos a vice-presidente para a área financeira de cada lista. Acreditamos que este é um exercício de transparência, respeito pelos sócios e responsabilidade institucional”.
Em paralelo, Célia Magalhães, candidata à vice-presidência pela Lista D e potencial primeira mulher a assumir um cargo diretivo nos minhotos, expressou a sua apreensão em relação ao impacto das campanhas nos funcionários do clube. “Nos últimos dias tenho pensado muito nas pessoas que trabalham no Vitória e no clima de ansiedade que devem estar a sentir, em função do que tem sido dito na campanha das outras listas e por razões meramente eleitorais. Falam em urgências e em medidas drásticas sem conhecerem a realidade do Vitória, sem olharem para as pessoas que estão por detrás de cada função”, alertou Magalhães. A candidata fez ainda um apelo fervoroso ao bom senso: “Há aqui uma falta de bom senso que é inadmissível, porque isto provoca instabilidade dentro de uma estrutura que tem de estar a funcionar a pleno neste momento. Vocês imaginam como os funcionários do Vitória se sentem neste momento? As pessoas que andam a provocar este alarme deviam pensar antes de falar, porque há famílias e carreiras em jogo”. Rui Rodrigues, líder da Lista D, corroborou a sua posição, reforçando a importância de um ambiente de trabalho harmonioso: “Nós temos de dar o exemplo de dentro para fora e por isso é que dizemos que queremos humanizar o Vitória. O nosso objetivo é aproximar as pessoas que trabalham todos os dias para o clube, valorizar o seu contributo e fazer com que se sintam parte de algo maior e depois passar esse exemplo para fora, levando os sócios a estarem também connosco. Só um Vitória unido tem futuro porque num grande clube como o nosso, o sucesso constrói-se a semear todos os dias para depois colher.”