Os candidatos à presidência do Vitória Sport Clube, Belmiro Pinto dos Santos (Lista A) e Rui Rodrigues (Lista D), desvendaram os seus programas eleitorais, focando-se em pilares cruciais para o futuro do clube. A sustentabilidade financeira, a competitividade desportiva e a reestruturação dos estatutos são pontos-chave nas propostas de ambos os candidatos.
Belmiro Pinto dos Santos, da Lista A, estrutura a sua candidatura em cinco eixos fundamentais: associados, competitividade desportiva, sustentabilidade financeira, modalidades e estatutos. Uma das suas propostas iniciais passa por homenagear os vitorianos com a criação de um monumento nas imediações do Estádio D. Afonso Henriques, bem como a melhoria dos acessos e serviços do estádio. No âmbito do futebol profissional, a Lista A propõe um projeto desportivo “orientado por uma forte identidade de paixão, fidelidade e ambição, característica da massa adepta do vitória”, com a implementação de um modelo de jogo transversal a todos os escalões, apostando no scouting para jovens talentos, preferencialmente portugueses, e na contratação de treinadores que se identifiquem com o projeto do clube. A criação de uma Academia de Alto Rendimento para a equipa principal, equipa B e formação é outra das ambições, visando a integração anual de jogadores da formação na equipa principal.
A sustentabilidade financeira é um dos pilares da proposta de Belmiro Pinto dos Santos, que visa uma parceria desportiva/financeira estratégica com uma holding multinacional. O candidato promete “rigor na gestão”, com a realização de uma auditoria forense e controlo rigoroso da massa salarial, implementando uma política de contratações baseada “exclusivamente em critérios de absoluta necessidade, técnicos e de disponibilidade financeira”.
Rui Rodrigues, líder da Lista D, apresentou o seu programa eleitoral com a estabilidade desportiva e financeira como prioridades máximas, buscando uma coexistência entre as duas vertentes. Ao abordar os primeiros passos da sua campanha, Rodrigues afirmou: “Estamos a começar mas a senti-la com muita positividade. As pessoas vêm ter comigo e gostam da minha pessoa e do meu projeto. Estamos no início, mas confiantes.” Embora focando nas áreas financeira e desportiva, Rodrigues sublinha que “há muita coisa para falar no futebol de formação, nas modalidades e no imediato”. Reforçando o seu compromisso com a solidez financeira, o candidato adiantou: “Não quero criar uma excessiva dependência financeira com a venda de atletas. O setor financeiro tem de dar condições para obter resultados mais sólidos.” Sobre a ligação com o fundo VSports, Rui Rodrigues esclareceu: “Os sócios assim decidiram e muito bem. Entraram no Vitória e estamos a falar de um parceiro com muita credibilidade e podem aportar muito ao crescimento do clube. Caso eu vença as eleições, a parceria será completamente diferente do que tem sido até agora.” O candidato, que já tem um conhecimento aprofundado devido a trocas de impressões desde a entrada do fundo no clube, vê um grande potencial na parceria: “Podemos ter coisas muito interessantes.”
Relativamente às contas do clube, Rui Rodrigues fez questão de desmistificar os valores que circulam, afirmando: “A única coisa que posso dizer é que ainda me encontro em funções e independentemente de ser candidato ou não, tenho responsabilidade com o Vitória. Ao mesmo tempo, temos uma estratégia desportiva e financeira que começa no dia 1 de julho e termina no dia 30 de junho. Houve uma pressão muito grande a partir de março pelas contas do Vitória, mas, efetivamente, os números que se falam por aí fora não são ajustados à realidade e já temos previsões do fecho do resultado. Sem contar com vendas. De todo tem a ver com o passivo. Esqueçam os 80 ou 90 milhões de passivo.” As propostas de ambos os candidatos delineiam caminhos distintos, mas partilham o objetivo comum de fortalecer o Vitória SC em todas as suas vertentes.