Tomás Händel e a sua paixão pelo Vitória, Ricardo Quaresma e o sucesso no Estrela Vermelha

  1. Tomás Händel joga no Estrela Vermelha
  2. Händel foi formado no Vitória
  3. Ricardo Quaresma foi uma influência para Händel
  4. Händel trabalhou com Rui Borges no Vitória

Tomás Händel, atualmente no Estrela Vermelha, recorda com carinho a sua formação no Vitória e as figuras que o marcaram. Entre elas, destaca a presença de Ricardo Quaresma no balneário. “Foi algo monstruoso. Foi incrível e tive a sorte de nos darmos muito bem. Aproveitei ao máximo. Falei muito com ele sobre o percurso de carreira e aprendi com a tranquilidade que demonstrou em campo. Por vezes, o segredo está em não pensar demasiado, jogando com calma”, partilha Händel, evidenciando o impacto do “Harry Potter” na sua carreira. A sua jornada começou no Moreirense, mas foi no Vitória que consolidou a sua paixão pelo futebol. “As captações na infância. Lembro-me de os meus pais me levarem lá e recordo com saudade. Foi na academia do Vitória. Cheguei ao Vitória depois de começar no Moreirense e guardo amigos desde então. Sempre joguei por diversão e nunca diria que chegaria a este patamar. Fui ganhando noção e sinto-me realizado, mas quero mais.”

Händel não esconde a sua admiração por outros técnicos e colegas de equipa. Sobre Rui Borges, com quem trabalhou na equipa principal do Vitória, afirma: “Gostei muito. O sucesso que vai conseguindo não me surpreende. Marcou-me pela forma como preparou os jogos, pelo estudo ao pormenor. Ao mesmo tempo, dá-nos liberdade no campo. Sabemos exatamente o que fazer e estamos confortáveis, a qualidade surge com naturalidade. O trajeto do Rui Borges não me surpreende e vai continuar a ser feliz.” Já o mister Alex Costa, de quem foi treinado nas camadas jovens, “foi jogador do Vitória e é um apaixonado pelo Vitória. Também trabalhei com ele nos sub-19 e na equipa B. Sempre foi intenso e exigente, talvez diferente do que se espera na formação. A mensagem já era direcionada para o ganhar. Foi um bom professor e acrescentou-me ambição. É um excelente agregador.”

Apesar de estar a construir uma carreira de sucesso no estrangeiro, Tomás Händel mantém o Vitória no coração. “Já estava no Vitória há muitos anos, fiz lá toda a minha formação e fazia sentido dar o próximo passo, a nível financeiro – o que é secundário – mas sobretudo a nível desportivo”, revela sobre a sua saída para o Estrela Vermelha. A sua paixão pelo clube é inegável, mesmo à distância, e relembra também a conquista da Taça da Liga: “Não consegui festejar muito a conquista da Taça da Liga, o que me deixa triste, mas sinto que tudo o que fiz também contribuiu. Fiquei muito feliz pelo Vitória.” Händel sublinha a sua paixão pelo Vitória e a importância da sua formação para o seu percurso. “Nada em Portugal se compara. O dérbi do Minho é muito especial, mas aqui parece religião, uma escolha de vida”, compara com a vivência de dérbis no estrangeiro, mostrando um carinho especial pelo seu antigo clube.

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