Tomás Händel, atualmente no Estrela Vermelha, recorda com carinho a sua formação no Vitória e as figuras que o marcaram. Entre elas, destaca a presença de Ricardo Quaresma no balneário. “Foi algo monstruoso. Foi incrível e tive a sorte de nos darmos muito bem. Aproveitei ao máximo. Falei muito com ele sobre o percurso de carreira e aprendi com a tranquilidade que demonstrou em campo. Por vezes, o segredo está em não pensar demasiado, jogando com calma”, partilha Händel, evidenciando o impacto do “Harry Potter” na sua carreira. A sua jornada começou no Moreirense, mas foi no Vitória que consolidou a sua paixão pelo futebol. “As captações na infância. Lembro-me de os meus pais me levarem lá e recordo com saudade. Foi na academia do Vitória. Cheguei ao Vitória depois de começar no Moreirense e guardo amigos desde então. Sempre joguei por diversão e nunca diria que chegaria a este patamar. Fui ganhando noção e sinto-me realizado, mas quero mais.”
Händel não esconde a sua admiração por outros técnicos e colegas de equipa. Sobre Rui Borges, com quem trabalhou na equipa principal do Vitória, afirma: “Gostei muito. O sucesso que vai conseguindo não me surpreende. Marcou-me pela forma como preparou os jogos, pelo estudo ao pormenor. Ao mesmo tempo, dá-nos liberdade no campo. Sabemos exatamente o que fazer e estamos confortáveis, a qualidade surge com naturalidade. O trajeto do Rui Borges não me surpreende e vai continuar a ser feliz.” Já o mister Alex Costa, de quem foi treinado nas camadas jovens, “foi jogador do Vitória e é um apaixonado pelo Vitória. Também trabalhei com ele nos sub-19 e na equipa B. Sempre foi intenso e exigente, talvez diferente do que se espera na formação. A mensagem já era direcionada para o ganhar. Foi um bom professor e acrescentou-me ambição. É um excelente agregador.”
Apesar de estar a construir uma carreira de sucesso no estrangeiro, Tomás Händel mantém o Vitória no coração. “Já estava no Vitória há muitos anos, fiz lá toda a minha formação e fazia sentido dar o próximo passo, a nível financeiro – o que é secundário – mas sobretudo a nível desportivo”, revela sobre a sua saída para o Estrela Vermelha. A sua paixão pelo clube é inegável, mesmo à distância, e relembra também a conquista da Taça da Liga: “Não consegui festejar muito a conquista da Taça da Liga, o que me deixa triste, mas sinto que tudo o que fiz também contribuiu. Fiquei muito feliz pelo Vitória.” Händel sublinha a sua paixão pelo Vitória e a importância da sua formação para o seu percurso. “Nada em Portugal se compara. O dérbi do Minho é muito especial, mas aqui parece religião, uma escolha de vida”, compara com a vivência de dérbis no estrangeiro, mostrando um carinho especial pelo seu antigo clube.