Sócios do Vitória de Guimarães exigem transparência financeira

  1. Eleições no Vitória a 13 de junho
  2. Sócio manifesta preocupação financeira
  3. MAG recomenda direito à informação
  4. Vitória enfrenta falência técnica

Nos últimos dias, o Vitória de Guimarães tem enfrentado inquietações por parte de alguns sócios a respeito da situação económico-financeira do clube e da sua respectiva SAD. O sócio José Vieira de Castro, irmão do potencial candidato Júlio Vieira de Castro, manifestou a sua preocupação, reclamando respostas em tempo razoável sobre as finanças do clube que vai a eleições no dia 13 de junho.

A situação não passa despercebida a outros associados, como é o caso de Diogo Baptista Antunes, que elaborou um manifesto onde pedia informações para os candidatos, destacando que “a transparência é dever estatutário, exigência ética e a primeira forma de respeito por quem, ao longo de gerações, sustentou o Vitória com sacrifício e paixão”.

Em resposta a estas solicitações, a Mesa da Assembleia Geral (MAG) emitiu um comunicado, garantindo ter recomendado à Direção que, considerando o período eleitoral, seja respeitado o direito à informação. A MAG exortou a Direção a fornecer os “esclarecimentos necessários a todas as candidaturas que efetivamente se venham a submeter ao sufrágio eleitoral” e que estas informações sejam suficientes para uma correta avaliação da situação económico-financeira do clube.

A Direção do Vitória, reconhecendo a importância das informações, comprometeu-se a “prestar as informações e esclarecimentos necessários (...) em condições de total transparência e igualdade”, conforme declarado em comunicado pelo presidente João Henrique Faria. Este apelo à transparência surge numa altura em que a MAG sente a necessidade de assegurar um ato eleitoral que decorra de “forma democrática, esclarecida, livre e pacífica”, promovendo o diálogo entre todos os associados.

É importante mencionar que a MAG já informou a direção do clube e a administração da SAD sobre as preocupações expressas por sócios a respeito da “situação económico-financeira do clube e da SAD”, reiterando a necessidade de respeitar o direito à informação do acionista Vitória Sport Clube, que detém 67,84% do capital da SAD. Com as eleições a realizarem-se em 13 de junho, após a demissão de todos os órgãos sociais, resta saber como se desenrolarão os próximos passos para o clube, que enfrenta um cenário financeiro complexo, com um capital próprio negativo de 24 milhões de euros na SAD, o que configura falência técnica.

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