Luís Pinto está de saída do comando técnico do Vitória de Guimarães, com as partes a acertarem a rescisão. A decisão surge na sequência de um ciclo de maus resultados, que culminou na derrota frente ao Santa Clara, nos Açores, no passado domingo. Este desfecho para o treinador de 36 anos, que negoceia agora a sua rescisão, dita o fim de um ciclo que teve como ponto alto a conquista da Taça da Liga em janeiro. No entanto, os Conquistadores
não vencem desde 14 de fevereiro, altura em que receberam o Estrela da Amadora, registando desde então derrotas com o Sp. Braga e Santa Clara, e um empate caseiro com o Alverca.
Apesar da recente glória na Taça da Liga, o percurso de Luís Pinto no campeonato não foi o esperado. Após a conquista em Leiria – o primeiro título do clube em 13 anos – o Vitória registou cinco derrotas (FC Porto, Estoril, Arouca, Sp. Braga e Santa Clara), um empate (Alverca) e apenas duas vitórias (Moreirense e Estrela). Com nove jornadas por disputar, a equipa ocupa o nono lugar, a nove pontos do quinto classificado, o Gil Vicente. Esta situação coloca em xeque não só o futuro da equipa técnica, mas também a promessa do presidente António Miguel Cardoso, que em agosto afirmou que “Se não ficar em quinto lugar saio”.
Para a história de Luís Pinto ficam 14 vitórias em 31 jogos, com destaque para os triunfos sobre FC Porto, Sporting e Sp. Braga que levaram à conquista da Taça da Liga. Antes, o técnico havia conquistado a II Liga ao serviço do Tondela. A estrutura encabeçada por António Miguel Cardoso já trabalha numa possível sucessão, enquanto o clube se prepara para receber o Famalicão no próximo sábado. O processo de saída de Luís Pinto e a escolha do seu sucessor serão cruciais para o futuro do Vitória de Guimarães, que busca estabilidade e um regresso aos resultados positivos no campeonato.