Luís Pinto, técnico do Vitória de Guimarães, analisou o empate (1-1) frente ao Alverca, em declarações proferidas na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após a 24.ª jornada da I Liga. O treinador abordou a exibição da equipa, que considerou “muito pobre”, e apontou diretamente o excesso de passes falhados e as questões mentais como fatores decisivos para o resultado.
Questionado sobre o que poderia ter sido feito para alcançar a vitória, Luís Pinto não escondeu a frustração. “Neste jogo, muita coisa. Exceto a segunda parte até ao golo sofrido, tudo o resto no nosso jogo foi pobre. Demoraria muito tempo a responder a tudo”, afirmou o técnico. Em conferência de imprensa, o treinador reiterou o descontentamento: “Neste jogo era preciso fazer muita coisa a mais, exceto na segunda parte, até ao golo sofrido. Tudo o resto no nosso jogo foi pobre”.
O técnico procurou justificar a exibição e identificou um problema central. “Posso tentar arranjar muitas justificações, as perdas de bola não forçadas tiveram muita influência. Esse excesso de passes falhados tirou-nos muito conforto e fez-nos ficar vulneráveis à nossa baliza. Conseguimos melhorar, estar mais perigosos. Não sei dizer a que se deveu esse grande número de passes falhados”. A questão dos passes falhados foi novamente sublinhada: “Posso tentar arranjar justificações, mas a quantidade de perdas de bola sem oposição teve muita influência. A primeira oportunidade de golo que têm estávamos no meio de campo ofensivo e uma má receção dá uma oportunidade. O excesso de passes falhados teve influência, estávamos sempre muito vulneráveis, com a baliza ameaçada. Conseguimos melhorar, ser mais perigosos com mais asserto no passe. Não sei dizer a que se deveu essa intranquilidade, mas essas falhas não forçadas foi o que nos empurrou mais para trás”.
Relativamente a uma possível quebra física, Luís Pinto desassociou esta questão da principal causa do desempenho. “No momento em que sofremos o golo estávamos a ser mais fortes. Acho que teve mais a ver com questões mentais, depois tudo parece pior. O acerto e a disponibilidade física depois pareceram menores, mas não associo à parte física mas à questão mental. Tornamos o jogo mais difícil e no final o Alverca até teve mais domínio”. O treinador reforçou que o problema parece ter sido mais de mentalidade do que físico: “Associo mais ao momento em que sofremos o golo. Estava a ser o nosso melhor período, tem mais a ver com questões mentais. O asserto voltou a ser menor a disponibilidade parecia menor, mas nos primeiros minutos também não estivemos bem e não foi por cansaço. É mais mental. Vimo-nos na necessidade de assumir o jogo, não tivemos capacidade para o fazer. O Alverca no final tem muito mais domínio do que nós”.
Questionado sobre as ausências de Nóbrega e Nélson Oliveira do onze inicial, Luís Pinto foi direto: “São opções”. Já a presença de André Oliveira no banco foi explicada: “Tem um perfil interessante, em feito o seu caminho na equipa B e a trabalhar connosco. Mereceu ser convocado. São opções”.
Sobre o impacto do resultado nas ambições europeias, o treinador apelou ao foco imediato. “Temos de nos preocupar e focar exclusivamente no próximo jogo e competir. Temos de ter capacidade de entrar em qualquer jogo para lutar pelos três pontos, depois são outras questões. Se andarmos a pensar mais além… os jogos serão todos muito disputados, muito difíceis. Se não estivermos focados no curto prazo não vamos ser competentes no próximo jogo. Temos de trabalhar muito e bem ao longo da semana”. Reiterou a necessidade de concentrar no presente: “Temos que nos preocupar e focar no próximo jogo. Temos de ter a capacidade para entrar em qualquer jogo para conseguir os três pontos. Se andarmos a pensar mais além, hoje é o exemplo disso, os jogos são todos muito difíceis, irão exigir coisas que temos de dar respostas. Temos de estar focados no nosso dia a dia, trabalhar muito e bem durante a semana para nos podermos apresentar ao melhor nível”.