Rui Miguel, antigo médio que representou o Vitória de Guimarães nas épocas de 2009/10 e 2010/11, recordou um dos dérbis mais marcantes da sua carreira na Pedreira, que o opôs ao SC Braga, destacando-o como um evento anedótico
. Este jogo, realizado a 2 de abril de 2010, ficou conhecido por uma série de incidentes que levaram a quatro expulsões do lado vitoriano e três grandes penalidades assinaladas contra a sua equipa, uma delas resultando no golo da derrota aos 90+6 minutos. O ex-jogador, que inaugurou o marcador aos 18 minutos, expressou o seu espanto e o dos próprios adversários. “Foi anedótico e estava a ser um grande jogo. Só que epá... alguns pénaltis que o Artur Soares Dias marcou… Nem os jogadores do SC Braga queriam acreditar, foi mesmo caricato”, afirmou.
Apesar dos momentos controversos que marcaram o jogo, Rui Miguel fez questão de realçar o ambiente vivido nesse clássico minhoto. “Mas, tirando os momentos que estragaram o jogo, o ambiente desse foi espetacular”, afirmou. Olhando para o próximo confronto entre as duas equipas, agendado para o próximo sábado às 20h30, no Estádio Municipal de Braga, o ex-médio perspetiva um cenário idêntico. “Espero que seja quentinho, com o estádio cheio, à imagem do que é um dérbi.” A vitória neste jogo é crucial para as aspirações europeias da equipa comandada por Luís Pinto, adiantando que “a vitória não vale um título, mas pode valer muito para aquilo que é o futuro da classificação final nesta liga, porque o Vitória está um bocado atrasado quanto ao objetivo a que se propõe todas as épocas. Não se pode atrasar mais.”
Rui Miguel mantém a esperança de que o resultado da final da Taça da Liga possa ser repetido, onde os conquistadores venceram por 2-1. “Espero que se repita o resultado da final da Taça da Liga”, disse o antigo médio, entre risos, enfatizando que “estes jogos são sempre 50/50”, mas a necessidade de pontuar é inegável: “o Vitória não pode sair de Braga sem pontos”. Analisando o momento atual das equipas, Rui Miguel vê “um SC Braga muito agressivo no aspeto ofensivo, com muita posse de bola, e jogadores criativos, que fazem a diferença de um momento para o outro”. Já o Vitória, revela “um Vitória de altos e baixos, mas que também tem vindo a crescer, em relação àquilo que era a equipa há uns meses”. O ex-atleta congratula ainda o trabalho desenvolvido na formação de jovens talentos. “Os jogadores [do lado do castelo] que estão a aparecer estão a aparecer muito bem. Há muito mérito do treinador e da direção. Em todas as épocas têm aparecido jogadores atrás de jogadores.” O apoio incondicional dos adeptos vitorianos é também um fator que o ex-jogador fez questão de sublinhar, considerando-o a “grande força do clube”.