A guerra do futebol português reacendeu, colocando frente a frente FC Porto e Sporting, com acusações de alegados benefícios arbitrais a favor dos leões. José Fernando Rio, ex-candidato à presidência do FC Porto, manifestou a sua indignação em declarações exclusivas ao Desporto ao Minuto. “Acho que é um comunicado bastante assertivo e não anda muito longe da realidade. O que é verdade é que tudo é permitido ao Sporting e ao seu presidente, e o Sporting tem sido altamente beneficiado pela arbitragem desde a última metade da temporada passada”, referiu Rio. O ex-candidato não se ficou por aqui e deu exemplos, mencionando um jogo específico: “Todos nos lembramos também como é que o Sporting ganhou ao Santa Clara para o campeonato, com aquele canto escandalosamente não visto pela arbitragem, que era pontapé de baliza e não canto. Podia continuar aqui a dar vários exemplos de benefícios que mantêm o Sporting na luta pelo título e o mantêm à frente do Benfica. A posição natural do Sporting neste momento seria o terceiro lugar”.
A intervenção do VAR no jogo Sporting-Famalicão foi outro ponto de discórdia. José Fernando Rio analisou a situação, recorrendo aos critérios da UEFA: “Basta estarmos atentos ao que disse o responsável pela arbitragem a nível europeu, que o VAR funciona bem para evitar erros claros e objetivos. E não para andar com a lupa ou a ver em câmara superlenta faltas e faltinhas, porque senão arranja sempre qualquer coisa”. O jurista defendeu a decisão do árbitro em campo: “Não esqueçamos que o futebol é um jogo de contacto, permite o contacto. Só é preciso avaliar se esse contacto é faltoso ou não. E isso compete ao árbitro, com o jogo jogado, com a bola a correr. Portanto, se o árbitro entende que não é falta, não compete ao VAR ir à lupa à procura de razões para anular o golo”. Na sua visão, o golo foi mal anulado, levantando questões sobre a consistência dos critérios: “E neste caso o golo [frente ao Famalicão] foi mal anulado. Até porque o critério não é sequer o mesmo. Porque nós lembramo-nos que no jogo da primeira volta, no Nacional-Sporting, estava o Sporting já a jogar injustamente contra 10. O seu primeiro golo nasce também de uma falta cometida pelo Trincão sobre o jogador do Nacional, que o árbitro também não assinalou e que o VAR não foi também com a lupa à procura dessa falta”. Concluindo, José Fernando Rio expressou a sua estupefação: “O Sporting beneficia de golos iniciados em falta e depois beneficia também de golos anulados porque supostamente houve uma falta. Acho isto tudo muito escandaloso”. O empresário considera que a postura do FC Porto é uma resposta necessária aos erros constantes: “Não se trata de ser a postura correta. O FC Porto, perante estes erros que beneficiam claramente o Sporting, tem de intervir. Claro que também tem de estar preocupado com a sua equipa, com os seus jogadores, com outros adversários, porque o Sporting não é o único adversário. Mas, de facto, os benefícios ao Sporting têm sido claros, têm sido óbvios e têm sido muitos”. Ele acrescenta que o FC Porto se sente prejudicado: “O FC Porto obviamente está preocupado com isso. Até porque o FC Porto sente que os seus jogos são ganhos com mérito. O FC Porto até agora não ganhou um único jogo beneficiando de um erro da arbitragem. Bem pelo contrário. E vê o seu rival direto, neste caso, que é o que está mais perto, jornada após jornada, como dizem aqui na newsletter, a ser levado ao colo”.
A “Santa Aliança” entre Sporting e Benfica foi igualmente tema de debate. “Os mandatos de Jorge Nuno Pinto da Costa no FC Porto sempre foram marcados pelo combate aos poderes instalados de Lisboa. E daí que hoje em dia se fala da