César Peixoto, técnico do Gil Vicente, ambiciona Europa

  1. César Peixoto ambiciona competições europeias.
  2. Gil Vicente é quinto lugar com 42 pontos.
  3. Treinador assume que decisão foi partilhada.
  4. Santa Clara é 14º com 25 pontos.

César Peixoto, técnico do Gil Vicente, não esconde a ambição de levar os “galos” às competições europeias, reiterando a sua postura confiante perante o desafio. Em conferência de imprensa, o treinador dos minhotos destacou a evolução do clube e a mentalidade vencedora que incutiu nos seus jogadores.

Assumindo a meta europeia, mas com os pés bem assentes no chão, Peixoto partilhou a decisão com o plantel. “Não tenho medo das palavras. Só assumi agora porque o objetivo não eram as competições europeias, era a permanência na Liga e fazer uma época tranquila, mas, já que cá estamos, acredito muito nos meus jogadores, daí ter assumido neste momento. Seria fácil assumir este objetivo enquanto estávamos à frente a cinco ou seis pontos. Corria o risco de parecer arrogante, como algumas pessoas ainda pensam. Não é por perder ou empatar que deixei de acreditar, não vou ficar abalado. Quando falo de nós, falo de toda a estrutura, se cá estamos, porque não assumir? Se calhar, em Portugal não é normal fazê-lo, mas eu nunca tive medo das palavras”, afirmou Peixoto. Esta declaração é complementada pela partilha de responsabilidade com os jogadores: “Não tenho medo das palavras. Só assumi agora porque o objetivo principal do clube, a manutenção, já estava garantido e estamos a fazer uma época tranquila. Já que estamos nesta luta, por que não assumir?” e “A decisão não foi só minha, perguntei aos jogadores e a resposta foi: vamos todos. Senti que a equipa precisava de sentir que o treinador não duvida deles nem do processo”, acrescentou.

Apesar da ambição, o treinador do Gil Vicente sabe que nem sempre se pode ganhar, mas sublinha a consistência e a superação. “Não vencemos os quatro últimos jogos, o importante para mim é sermos consistentes. Já fizemos nesta segunda volta 14 pontos, temos menos três pontos do que na primeira volta, onde aconteceu uma fase semelhante e acabámos essa primeira metade em quarto lugar”, referiu. Olhando para o passado recente da equipa, que vendeu jogadores para a Premier League e para o Flamengo, César Peixoto destaca o crescimento do clube. “Perguntei antes aos meus jogadores no balneário, não iria assumir sozinho. Com o grande grupo que tenho, todos concordaram e eu disse em direto. Já que cá estamos, porque não tentar ser felizes? Já vendemos um jogador para a Premier League [Pablo Felipe] outro para o Flamengo [Andrew]. O clube está a crescer imenso, é uma época num clube que está num coletivo fortíssimo. Todos nós já ganhámos esta época. O Gil Vicente tem de ter esta ambição”, disse o técnico.

O foco agora está na visita aos Açores para defrontar o Santa Clara, um adversário que Peixoto considera difícil, independentemente da sua posição na tabela. “É um campo tradicionalmente difícil, se houver chuva a relva fica muito pesada e tem sempre características específicas. A qualidade individual do Santa Clara não reflete sobre a classificação. É uma equipa moralizada por duas vitórias seguidas, mas vamos lá com a intenção de buscar os três pontos”, alertou. O técnico advertiu para as condições de jogo nos Açores: “É um campo tradicionalmente difícil, se tiver chuva a relva fica pesada, o vento também torna tudo mais complicado, mas não é só o campo. Acho que o Santa Clara tem uma excelente equipa, com qualidade individual que não reflete o lugar onde estão na tabela classificativa”. O adversário vem de um bom momento: “Está moralizado, vem de duas vitórias, por isso antevejo um jogo muito difícil, mas vamos lá para ir buscar os três pontos, independentemente da mais-valia do Santa Clara”, concluiu Peixoto.

Sobre as falhas da equipa nos últimos jogos, Peixoto aponta para a tomada de decisão e a gestão de energia. “Pecámos um pouco naquele último golo [sofrido frente ao Alverca nos últimos instantes]. A pressão a toda a hora faz com que a equipa fique ainda mais cansada com a bola. Neste jogo, acho que até foi tudo equilibrado. Tivemos a equipa a acionar a pressão a toda a hora e isso retirou-nos algumas energia com os timings. Acho que é isto que temos que acertar, porque a vontade de fazer tudo tão bem leva-nos a agir mais com o coração do que com a cabeça.” Especificamente sobre o ataque, referiu: “Nos últimos dois jogos creio que a tomada de decisão, o último passe e a finalização pecaram um pouco. Por vezes faltou discernimento, mesmo que os adversários tenham sido felizes”. O treinador destacou a necessidade de equilíbrio e inteligência tática, em especial no jogo com o Alverca: “No último jogo com o Alverca, a equipa jogou, na parte final, mais com o coração do que com a cabeça e, em alguns momentos, principalmente sem bola, ao querer pressionar a toda a hora, retirou-nos energia. Trabalhámos nisso”. No entanto, Peixoto mantém a confiança na sua equipa, apesar dos pequenos reveses. “O primeiro golo frente ao Alverca foi um erro nosso que não é normal acontecer. Depois, a equipa abriu e expôs-se mais do que é normal, tem acontecido isso. Mas vamos acertar esse detalhe e a equipa irá ficar mais compacta. Temos feito mais golos, porque somos mais agressivos a pressionar. Conseguindo afinar isto a equipa tem tudo para ter mais sucesso e voltar às vitórias”, sublinhou Peixoto.

Para o jogo da 27.ª jornada da Liga, agendado para as 18:00 de sábado, o Gil Vicente não poderá contar com Zé Carlos e Santi García, castigados, nem com Bamba e Mutombo, lesionados. O Gil Vicente ocupa o quinto lugar com 42 pontos, enquanto o Santa Clara é 14.º com 25 pontos. A equipa acredita no processo e na preparação: “Nem eu, nem os jogadores, duvidamos do que temos feito. Acreditamos muito no processo, no que estamos a fazer. E, sobretudo, é sermos consistentes. Não vamos ganhar os jogos todos, mas vamos tentar ganhar os jogos todos”, afirmou. O técnico concluiu com a mensagem de que a temporada já é um sucesso: “Sem pressão nenhuma, porque já ganhámos esta época. O objetivo principal era a manutenção. Se não conseguirmos, não vem mal ao mundo. O clube e os jogadores estão muito mais valorizados”, finalizou.

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