Sérgio Conceição abordou a sua saída do FC Porto em entrevista exclusiva ao Maisfutebol, TVI e CNN, revelando mágoa e a inexistência de uma relação com o atual presidente André Villas-Boas. A entrevista, que será exibida na íntegra na próxima semana, promete fornecer mais detalhes sobre os bastidores da sua controversa saída do Dragão, na sequência da vitória de André Villas-Boas nas eleições para a presidência do clube em 2024.
O antigo treinador, que esteve sete épocas ao serviço dos dragões, conquistando um recorde de 11 troféus, expressou o seu desejo de uma despedida diferente. “A forma como gostaria de ter saído do FC Porto certamente era outra e tenho de expressar o meu sentimento. Mas também não era fácil. Houve o quebrar de um ciclo muitíssimo importante na história do FC Porto, que foi do nosso presidente durante 42 anos, o presidente mais titulado do mundo. Tudo aquilo que foi aquela semana de enxovalho, com muitas críticas ao Sérgio Conceição, não foi porque o Sérgio não quis sair e estava agarrado a um contrato”, afirmou Conceição, sublinhando o peso emocional da sua despedida, especialmente após a mudança na liderança do clube.
Conceição fez questão de esclarecer a situação do seu contrato, que fora assinado antes das eleições com Jorge Nuno Pinto da Costa, e a posição que assumiu perante o novo presidente. “A primeira coisa que disse ao presidente André Villas-Boas foi que esse contrato não tinha validade”, revelou, desmistificando qualquer ideia de que estaria a tentar agarrar-se ao cargo. Questionado sobre se, passado este tempo, existe alguma relação com Villas-Boas, a resposta foi clara e concisa: “Não”. A sua saída do FC Porto ocorreu em 3 de junho de 2024, um dia antes da formalização pelo clube, sendo a sua última época no comando técnico seguida pela experiência no Al-Ittihad.