André Villas-Boas revela tensão com Frederico Varandas e elogia Rui Costa

  1. Villas-Boas revela animosidade com Frederico Varandas.
  2. Villas-Boas elogia Rui Costa do Benfica.
  3. Diogo Costa é considerado importante para o FC Porto.
  4. FC Porto procura ponta de lança para reforçar ataque.

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, abordou as suas relações com os homólogos dos grandes rivais, Sporting e Benfica, durante a conferência Bola Branca. As declarações destacam uma clara diferença na forma como lida com Frederico Varandas e Rui Costa.

“Não lhe posso negar que ao Frederico me dá muito trabalho, temos uma animosidade muito grande e não gostamos um do outro, a verdade é essa”, admitiu Villas-Boas, revelando uma tensão evidente entre os presidentes de FC Porto e Sporting. Esta animosidade contrasta fortemente com a sua perspetiva sobre o presidente do Benfica. “O Rui é um senhor do futebol, é um dos maiores talentos e jogadores de sempre e uma pessoa digna e humana que lidera o Benfica, o nosso maior rival, rival histórico do FC Porto”, elogiou o líder portista, sublinhando o respeito que nutre por Rui Costa. A comunicação entre os dois presidentes parece ser pautada pela abertura e franqueza, apesar da rivalidade histórica. “A comunicação entre mim e o Rui [Costa] é muito estreita, franca e direta e, de certa forma, também não fui agradável com ele no passado”, acrescentou, admitindo erros passados na relação.

Em relação ao futuro do plantel, André Villas-Boas tocou em pontos cruciais. O presidente fez questão de reforçar a importância de Diogo Costa para o clube. “Assim o desejamos. Sabemos que é um guarda-redes muito requisitado, que pode ter convites e tem uma ambição também de jogar em outros campeonatos. É um jogador muito bem cotado, é o capitão do FC Porto, a quem eu pedi que use a camisola número 2”, revelou, demonstrando o desejo de manter o internacional português no Dragão e a intenção de lhe atribuir um número simbólico.

Outra prioridade para a próxima temporada é o reforço do ataque. “Vamos ao mercado por um ponta de lança, porque temos que dar um espaço. A nossa previsão para o regresso do Samu é em outubro, há a readaptação à alta competição e aos ritmos da equipa em outubro, portanto, diríamos que pelo menos em novembro o Samu estará a 100% e até lá o FC Porto tem de se reforçar”, explicou Villas-Boas, justificando a necessidade de contratar um avançado devido à lesão de Samu e o período de recuperação do jogador espanhol. O presidente também elogiou a recente contratação de João Afonso. “É, sem dúvida, uma aposta e um guarda-redes a quem depositamos grandes esperanças de conquistar o seu espaço um dia, eventualmente, se calhar em emancipação até na equipa A, depende também do João, do seu empoderamento entre as equipas A e B. No que analisámos de ponto de vista técnico, achamos que sim, tem todas as condições para ser um grande guarda-redes para o futuro do Porto e importante na seleção nacional”, concluiu, antevendo um futuro promissor para o jovem guarda-redes.

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