Samu, avançado do FC Porto, abriu o coração sobre o processo de recuperação após a grave lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito, que o afastou dos relvados desde fevereiro. O jogador confessou as dificuldades em lidar com a impossibilidade de ajudar os companheiros de equipa na reta final da temporada. “Tem sido complicado. A nível mental tem sido muito duro não poder fazer nada. Vivo para o futebol e não poder ajudar os meus companheiros, estar com eles e junto da equipa tem sido complicado. Mas agradeço a Deus... Tenho a minha família e amigos por perto e isso torna tudo um pouco mais fácil”
, referiu o ponta de lança de 22 anos, em declarações divulgadas pela agência ROOF Football.
O avançado espanhol destacou como a situação o afeta profundamente, especialmente ao ver os colegas em campo. “Já disse muitas vezes quando me perguntam: quando vou ao relvado e vejo-os [colegas] treinar, isso mata-me por dentro. Eles jogam e eu não posso jogar, é uma sensação horrível. Mas estou a trabalhar todos os dias arduamente para que possa livrar-me dessa sensação o mais rapidamente possível”
, vincou Samu, cuja previsão de regresso à competição está apontada para setembro. A recuperação tem sido “muito complicada, para ser sincero. Sobretudo a nível mental. Eu vivo para o futebol e não poder ajudar os meus colegas de equipa tem sido difícil. Quando vou ao relvado e os vejo a treinar, mata-me por dentro. É uma sensação horrível, mas estou a trabalhar todos os dias para que me possa ver livre desta sensação o mais rápido possível”
, reforçou.
Samu também abordou a importância da fé neste período desafiador, revelando a sua forte ligação com Deus desde jovem. “É muito importante para mim. A família da minha mãe incutiu-me a religião desde pequeno e desde então que criei uma relação muito forte com Deus. Dá-me força no dia a dia para continuar a esforçar-me. Tenho de agradecer, porque ninguém sabe o que pode acontecer no dia de amanhã. Levanto-me todos os dias e tenho o privilégio de cumprir o meu sonho. Devo-lhe tudo [a Deus]”
, rematou o avançado, que, apesar da lesão precoce, terminou a época como melhor marcador da equipa, com 20 golos em 32 partidas.