O playoff de manutenção/subida à Liga arrancou em Torres Vedras com um empate a zero entre Torreense e Casa Pia, adiando todas as emoções e decisões para a segunda mão em Rio Maior. A partida, marcada pela intensidade e ansiedade das duas equipas, viu o Torreense, que não estava no topo do futebol português desde 1991/92, procurar impor o seu jogo, mas a ansiedade, por vezes, atrapalhou as intenções. Apesar da vontade, a “tomada de decisão não era a melhor”, como se referiu na crónica do jogo. Por outro lado, o Casa Pia, com “uma postura dos Gansos, algo até apática”, permitiu ao Torreense crescer no jogo, especialmente na primeira parte, onde as oportunidades para o golo foram uma constante. A “desilusão foi bem visível na cara de todos os que gritavam pela equipa de Torres Vedras”.
Álvaro Pacheco, treinador do Casa Pia, que “na antevisão do encontro confessou querer adiar a decisão do play-off para o jogo em Rio Maior”, viu o seu objetivo cumprido com este resultado. O técnico, que está “castigado para ambas as partidas do playoff”, já tinha manifestado a sua convicção de que o Casa Pia nem devia estar nesta situação, afirmando: “Pelo que esta equipa passou ao longo da temporada, merecíamos ter conquistado já o objetivo da manutenção. Temos mais dois jogos para reafirmar a equipa que somos, com a identidade, capacidade e resiliência que a equipa tem demonstrado ao longo desta época”. De facto, a sua mensagem para gerir foi clara e concretizada. Acrescentou ainda que, para os seus jogadores, esta era “uma oportunidade para mostrarem a sua qualidade e potencial”, acreditando que nos “últimos 180 minutos que disputou, “foi subindo e mantendo-se mais fiel aos valores casapianos”.
Do lado do Torreense, Luís Tralhão, “avisou, desde logo, que para este jogo “não havia Primeira ou Segunda Liga”. Era o clássico 11 contra 11, sem espaço ou margem para vassalagem por defeito”. O jogo ficou marcado por um momento crucial aos 72 minutos, quando Dailon Livramento teve a melhor oportunidade da partida, mas Lucas Paes fez uma “defesa milagrosa em cima da linha”. Na sequência, Pedro Rosas foi expulso, deixando o Casa Pia com menos um jogador. As decisões estão agora “para o dia 28 de maio, às 20h, em Rio Maior”, com a promessa de um confronto decisivo onde “tudo fica em aberto para a segunda-mão no play-off”.