FC Porto Campeão Nacional 2025/26: O regresso ao topo sob a liderança de Villas-Boas e Farioli

  1. FC Porto campeão nacional após 3 épocas
  2. Investimento de 100 milhões em reforços
  3. Francesco Farioli treinador, 36 anos
  4. André Villas-Boas eleito em abril 2024

O Futebol Clube do Porto regressou ao topo do futebol português, conquistando o campeonato após três épocas sem o título e superando problemas de fair-play financeiro. A aposta na estabilidade, com um forte investimento de cerca de 100 milhões de euros em reforços e a contratação do jovem técnico italiano Francesco Farioli, de então 36 anos, revelou-se um sucesso. Sob a liderança do presidente André Villas-Boas, eleito em abril de 2024, o clube portuense passou por uma reestruturação profunda, que culminou no 31.º título da sua história. Farioli, que assinou contrato até junho de 2027, e mais tarde renovou até 2028 a meio da temporada devido ao sucesso, foi o pilar desta nova equipa, moldando o plantel com dez novas aquisições no verão de 2025 – a maioria destas preenchendo o 11 inicial.

As mudanças no plantel foram significativas, com a chegada de jogadores que se revelaram cruciais para o sucesso da equipa. Entre os reforços, destacam-se o médio espanhol Gabri Veiga, adquirido ao Al Ahly por 15 milhões de euros (mais variáveis); o extremo espanhol Borja Sainz, proveniente do Norwich por 13,3 milhões de euros; e, em particular, o jovem médio dinamarquês Froholdt, contratado ao FC Copenhaga por 20 milhões de euros, que se impôs rapidamente no meio-campo. A defesa também foi reforçada com o polaco Bednarek, vindo do Southampton por 7,5 milhões de euros, e Kiwior, por empréstimo do Arsenal com compra obrigatória de 17 milhões de euros. Jogadores como Alberto Costa, Pablo Rosario, Luuk de Jong, Thiago Silva (em reforço de inverno), Pietuszewski, Fofana e Terem Moffi complementaram o plantel, contribuindo para a profundidade e qualidade da equipa. Destes, Diogo Costa, Francisco Moura, Alan Varela, Pepê e Samu foram os únicos que transitaram da época 2024/25 e mantiveram lugar no onze.

O registo defensivo foi exemplar, com apenas 18 golos sofridos, o melhor de um campeão desde a equipa de Sérgio Conceição de 2017/18. Diogo Costa, o guarda-redes principal, sofreu apenas 15 golos em 33 jogos, registando 13 ‘clean sheets’ na primeira volta. Apesar de não ter o melhor ataque, apenas o terceiro com 66 golos (atrás do Sporting com 89 e Benfica com 74), e do seu melhor marcador, Samu (com 13 golos), ter ficado longe do topo da lista (28 golos de Luis Suárez do Sporting), o FC Porto demonstrou que uma defesa sólida pode ser o alicerce para o sucesso. Este feito é notável, considerando que esta foi apenas a 16.ª vez em 21 edições que o campeão também teve a melhor defesa, e a primeira vez em que o campeão não teve o melhor marcador ou o melhor ataque em 21 anos. Mesmo assim, os festejos do 31.º título na Avenida dos Aliados foram um momento de grande emoção, com uma homenagem a Jorge Costa a fechar as celebrações.

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