Gabri Veiga aborda rivalidade e conquista de título pelo FC Porto

  1. Gabri Veiga elogia rivais Benfica e Sporting
  2. Veiga destaca o impacto do treinador Farioli
  3. Jogador não se arrepende da ida para Arábia Saudita
  4. Contrato de Veiga com FC Porto até 2030

Gabri Veiga, meio-campista do FC Porto, concedeu uma extensa entrevista onde abordou vários temas pertinentes, desde a rivalidade com outros clubes até à conquista do título nacional. O jogador espanhol partilhou as suas perspetivas sobre o percurso da equipa, os momentos de tensão e a sua adaptação ao futebol português.

Questionado sobre as farpas deixadas por si ao presidente do Sporting, Frederico Varandas, durante os festejos do título, Veiga respondeu sobre a influência da rivalidadenas resultados da equipa. “Não vou mentir, foi algo que se transformou numa grande gasolina. Além do que tínhamos de fazer por nós, o que se disse de fora... todos sabem o que foi dito, e foi o provar a todos que havia aqui algo tão forte que podia falar quem quisesse, que nós íamos estar focados em nós até ao título”, afirmou Gabri Veiga. O jogador reforçou ainda que aprecia a rivalidade, desde que seja respeitosa. “Gosto da rivalidade, tendo respeito, porque não faltei ao respeito a absolutamente ninguém. Foi algo que ficou ali, foi um bom momento, engraçado e nada mais. Não há que falar muito mais dessa parte, porque já está. O momento é de celebrar”, sublinhou. O internacional espanhol também abordou as críticas recebidas pela ascensão do FC Porto. “Quando levamos anos em que o FC Porto não está no patamar que merece - e, agora, está num nível elevado, o FC Porto está de volta, por assim dizer - em algum ponto, isso pode chegar a chatear determinadas pessoas. Chateia um pouco que o FC Porto esteja a este nível, que tenha voltado com mérito”, disse, acrescentando que a situação é vista “um pouco inveja, por dizer, de que está tudo a correr bem”.

Sobre a luta pelo título da I Liga, Gabri Veiga destacou que foi “a três”, elogiando os rivais Benfica e Sporting. “Afinal, não perdeu em todo o campeonato e há que dar esse mérito. Tem um grande treinador, sabíamos que, quando o [José] Mourinho foi para lá, ia ser 'lixado', porque tudo o que ele representa. E o Sporting, sabemos de onde vinha, de duas grandes épocas. Esta época, fez uma boa época na Liga dos Campeões. Respeitamos todos, mas sabíamos o que tínhamos de fazer, acho que somos claramente merecedores do título, mas também temos de valorizar os rivais, porque não foi nada fácil”, refletiu. Veiga considerou que esta competitividade “diz muito bem também do futebol português, que está no auge e estamos contentes por ter a oportunidade de representar Portugal na Liga dos Campeões”. O jogador também abordou a sua mudança para o FC Porto e o impacto do treinador Francesco Farioli. “Vínhamos de um ano difícil, sem termos alcançado os nossos objetivos, e o presidente tomou a iniciativa de substituir o treinador [Martín Anselmi]. Foi muito corajoso e lúcido. Cheguei com a mentalidade certa e, juntamente com os outros reforços, queríamos colocar o FC Porto no lugar onde merece. O que me surpreendeu foi a rapidez com que nos adaptámos e a forma como nos ligámos ao que o FC Porto representa”, explicou. Relativamente a Farioli, Veiga destacou o seu método de trabalho: “É muito metódico. Muitas reuniões, longas horas... Gosta de ter tudo no devido lugar. E acho que isso nos ajudou a organizar e a trabalhar em equipa. Ajudou-me a assimilar as ideias que tinha, taticamente é um treinador de primeira linha. Sou um jogador que gosta de entender o jogo e ele ajudou-me muito com isso”. O jogador confessou: “gostaria de ter marcado mais golos”. Sobre as críticas pela sua ida para a Arábia Saudita, Gabri Veiga foi direto: “Não quero comentar opiniões, mas talvez tenha faltado empatia. Só a minha família e o meu empresário sabem o que aconteceu naquele verão. Tomei a melhor decisão, gostem ou não. Se as coisas correrem mal, as pessoas que amamos são as que vão lá estar a apoiar. Se estivesse naquela situação novamente, faria tudo igual. Não me arrependo de nada, estou muito tranquilo e orgulhoso do que fiz”. A morte de Jorge Costa também foi um momento marcante para o FC Porto e para Veiga. “Estávamos todos juntos desde o primeiro dia. Era visível que, a cada dia, estávamos a construir algo mais forte. A morte foi um trauma, também porque aconteceu no Centro de Treinos. Foi o ponto de viragem que nos fez dizer 'esta é a temporada'. A chave foi a união”, confessou. O médio também comentou as arbitragens em Portugal, mostrando-se surpreendido pela intensidade. “Comparando com Espanha, Barcelona, Real Madrid e Atlético não têm este tipo de competição. Aqui, vivem as coisas com muito mais intensidade. E sinceramente gosto disso. Desde que haja respeito, que por vezes foi coisa que não existiu. Da nossa parte estamos tranquilos. Toda a gente sabe o que está a fazer e quais as consequências. É uma motivação extra”, explicou. Gabri Veiga revelou ainda que pretende manter-se no FC Porto, com contrato até 2030, apesar dos rumores sobre o Atlético de Madrid. “Sim, tenho contrato. Na verdade, nunca se sabe com o mercado, ninguém pode dizer onde vai estar na próxima época, ninguém tem a certeza. Mas estou muito contente cá, como disse, encontrei um FC Porto que superou as minhas expetativas”, concluiu. Por fim, o jogador afirmou: “O bilhete está muito caro... Mas vou apoiar desde casa, temos uma grande seleção”, referindo-se à seleção espanhola.

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