Samu, mesmo lesionado desde fevereiro, mantém-se como a principal referência ofensiva do FC Porto, com impressionantes 21 participações diretas em golos (20 finalizações e uma assistência). A rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho direito, sofrida no clássico contra o Sporting, levou-o a uma intervenção cirúrgica em Madrid, antecipando o final da sua época. O seu regresso aos relvados está previsto para o início da próxima temporada.
No entanto, nas últimas semanas, um nome emergiu de forma consistente para desafiar a sua influência: Gabri Veiga. O médio galego registou 18 participações em golos, com 6 golos marcados e 12 assistências, afirmando-se como o motor criativo da equipa portista. A diferença entre os dois mantém-se curta, evidenciando um confronto improvável entre jogadores com perfis distintos. Apesar do seu crescimento notável, Gabri Veiga teve o seu ímpeto travado na penúltima jornada. Na derrota por 3-1 frente ao Aves SAD, o treinador Farioli fez oito alterações no onze inicial, lançando o médio apenas aos 81 minutos. Esta decisão limitou o tempo de jogo de Veiga, interrompendo a sua progressão estatística numa fase crucial em que parecia pronto para ameaçar seriamente o registo de Samu. Com o campeonato já conquistado pelo FC Porto na 32.ª jornada, resta apenas um jogo contra o Santa Clara, no Estádio do Dragão, onde Gabri Veiga terá a última oportunidade de encurtar a distância e alimentar a discussão sobre a influência ofensiva na reta final da época.