A recente derrota do FC Porto por 3-1 frente ao AVS, a segunda no campeonato, deixou o treinador Francesco Farioli em alvoroço, o que o levou a lamentar a descida de agressividade da sua equipa e o facto de não ter a atenção necessária a detalhes, que em seu ver servirá de aviso para o futuro da equipa.
“Penso que a concentração esteve lá na primeira parte. Se retirarmos os números, nas três vezes que eles chegaram à nossa área, castigaram-nos. Gerámos muito no ataque, mas é a realidade: se baixas um pouco em algum lado, na agressividade no ataque à baliza ou na atenção aos pequenos detalhes, vais pagar o preço. Isto tem de servir como um alerta para o próximo jogo e para a próxima época. Agora é seguir, tentar acabar a época com 88 pontos e acabar bem diante dos nossos adeptos”, declarou Farioli. O treinador alertou para a falta de atenção aos pormenores, mencionando a ausência de jogadores-chave: “Atenção aos detalhes. O Bednarek dá-nos muito no jogo aéreo, também o Diogo Costa, são muito importantes, mas faz parte do jogo. Há informação que podemos retirar para preparar bem a próxima época, em que a expectativa e a exigência serão maiores para todos - e temos de estar preparados para isso.”
Farioli admitiu que a equipa não esteve à altura do que se espera do FC Porto. “É bom não teres estado no balneário ao intervalo [ri-se]. Temos de ser a equipa que fomos em muitos jogos. Sei que não é normal ver o FC Porto a perder e a sofrer três golos. A semana passada sofri um banho gelado [quando os jogadores lhe despejaram água com gelo em cima na conferência de imprensa], hoje molhámo-nos, mas sem a mesma sensação. Este jogo tem de nos alertar, estamos a competir a um nível em que não podes relaxar em nada”, afirmou. O técnico fez ainda uma observação sobre a atitude do adversário. “Vimos como o AVS celebrou tudo, qualquer corte perto da linha, quando trabalhas assim a sorte vai em teu favor. Hoje baixámos um pouco na agressividade e vontade em atacar a bola quando era preciso finalizar a ação. Não sei quantos toques demos na área adversária, com certeza mais de 50, e aí tens de ser agressivo para transformar potenciais oportunidades em golo.” O treinador também justificou a ausência de um jogador importante devido a problemas pessoais: “Foram umas 48 horas particulares para ele, e para nós, então ontem à noite decidimos dar-lhe este dia para estar com a família e os filhos.”