Farioli ambicioso para o jogo da Liga Europa: “Jogar todas as nossas cartas”

  1. FC Porto enfrenta Nottingham Forest na Liga Europa.
  2. Farioli destaca boa forma e confiança da equipa.
  3. Equipa preparada para variações táticas do adversário.
  4. União e ambição são pilares da equipa.

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, perspetivou o encontro crucial da segunda mão dos quartos de final da UEFA Europa League contra o Nottingham Forest. O técnico italiano salientou a boa forma da equipa e o respeito pelo adversário, sem abdicar da ambição de “jogar todas as nossas cartas”. A preparação tem sido rigorosa, e Farioli expressou confiança na capacidade mental e física dos seus jogadores para enfrentar o desafio.

“Mental e fisicamente não poderíamos estar melhor. O trabalho nestes dias tem sido positivo. Sabemos o nível do adversário que vamos encontrar e as dificuldades que teremos pela frente. Como sempre, temos de ter respeito pelo adversário, mas temos o desejo claro de jogar todas as nossas cartas”, referiu o treinador em conferência de imprensa. A familiaridade com o adversário, resultado dos dois confrontos anteriores nesta temporada, é um ponto a favor, segundo Farioli. “Jogar aqui deu-nos uma boa ideia daquilo que será o ambiente. Pelo menos conhecemos o que nos espera. O facto de termos feito já dois jogos dá-nos uma boa ideia das qualidades individuais dos jogadores e ajuda no trabalho que temos feito.”

O técnico italiano também abordou as possíveis variações táticas que o Nottingham Forest pode apresentar, dadas as mudanças na equipa técnica. “Em relação ao cenário tático, acredito que ainda podem existir mudanças amanhã devido ao facto de, quando jogámos aqui a primeira vez, era o Sean Dyche que aqui estava. Entretanto, chegou o Vítor [Pereira], e amanhã esperamos algumas mudanças e temos de estar preparados. Há elementos que nos deixam confortáveis, mas há sempre a necessidade de estarmos totalmente preparados para alterações.” Farioli destacou ainda a capacidade de adaptação da equipa e a importância da união do grupo. “Acredito que jogar aqui deu-nos uma boa imagem do ambiente, o possível impacto dos adeptos. Os dois jogos deram-nos uma imagem clara da qualidade dos jogadores adversários. Quanto ao plano tático, acredito que ainda há espaço para algumas mudanças, pelo facto de, quando jogámos aqui pela última vez, o treinador era o Sean Dyche e agora é o Vítor Pereira. Esperamos algumas variações e temos de estar preparados. Temos algum conhecimento, por um lado, mas por outro, temos de estar prontos para variações.”

O treinador mencionou a possibilidade de Pablo Rosário atuar na lateral-direita, evidenciando a versatilidade do plantel. “A solução pode ser o Pablo [Rosário], há muitos jogos tem-nos ajudado em posições diferentes, também a lateral-direito. É a alternativa mais lógica, mas há outras possibilidades.” Farioli fez questão de sublinhar a ambição do grupo e a resiliência demonstrada ao longo da temporada. “Acho que uma boa exibição [Estoril] ajuda sempre a reforçar e a construir confiança. Mas, na verdade, desde o início da temporada que estamos sujeitos a um ritmo e a exigências muito elevadas, porque jogamos partida após partida, em diferentes competições, contra adversários de níveis distintos, com ritmos e exigências variados. Penso que a equipa, e já o referi depois do jogo com o Estoril, tem uma capacidade notável de se reajustar ao modelo e ao tipo de jogo que cada partida exige. Mas, acima de tudo, para mim, destacam-se o espírito, a coesão, a ambição e a vontade de entrar em campo para dar tudo.”

O espírito de união e o apoio entre os jogadores também foram realçados pelo técnico italiano, que destacou um episódio envolvendo Francisco Moura e Terem Moffi. “Mencionou um episódio que me deixou contente, por vários motivos. O Francisco [Moura] e o Terem [Moffi] são dois tipos que dão tudo o que têm. Podem vir de uma performance com alguns erros, o Francisco viveu um momento que não foi fácil. E estamos na corrida para ter todos a bordo. O Jardel teve a iniciativa de expor estes jogadores aos adeptos. Diz muito do ambiente em que estamos, onde todos assumem papel-chave, às vezes papel invisível. O trabalho de todos não é garantia de troféus ou títulos, mas quando todos assumem um papel de certa forma, ficamos mais perto de ser bem-sucedidos. A família portista, este espírito e vontade, esta participação de todos os que são próximos da equipa, é o que precisamos.”

Farioli concluiu que a equipa tem trabalhado a um nível que justifica a sua ambição. “É verdade que provavelmente o jogo com o Famalicão não esteve ao nível a que estamos habituados, mas considero que foi apenas um momento menos conseguido numa temporada que, até agora, tem sido muito positiva, marcada por muitas boas exibições e por uma clara intenção de lutar por tudo, porque estamos a trabalhar a um nível que nos permite ter ambição.”

Qual é o teu clube?
check_circle
Notícias do ativadas