De regresso ao Estádio do Dragão, Vítor Pereira, atualmente no comando técnico do Nottingham Forest, reencontrou-se com caras conhecidas. O antigo treinador portista aproveitou a oportunidade para comentar a gestão de André Villas-Boas no FC Porto e a progressão de dois antigos pupilos, Lucho González e André Castro, que agora integram a equipa técnica de Farioli.
“O FC Porto é um grande clube e continua a sê-lo. Tem um historial enorme, mas os clubes vivem de títulos e, quando não se ganha, é normal que haja turbulência. Assisti a isso tudo, com atenção e uma certa ligação emocional. Vejo um FC Porto em transição, a recriar mística, a competir para ganhar. É assim que os clubes renascem das cinzas. Senti muita tristeza com a morte do presidente Pinto da Costa, alguém incomparável em termos de títulos. Agora o presidente é novo, inteligente, tem ideias e está a tentar recolocar o clube no topo, a competir por tudo”, declarou Vítor Pereira, mostrando a sua perspetiva sobre o momento de transição que o clube azul e branco atravessa.
Sobre a carreira de Lucho González e André Castro, Vítor Pereira não poupou elogios: “Já contava que o Castro e o Lucho se tornassem treinadores, neste caso adjuntos. Eram dois jogadores de equipa, que agregavam à sua volta. O Castro foi sempre um motivador, com uma energia contagiante. Não me admira que o FC Porto o tenha aproveitado para estar na primeira equipa a criar aquela mística que ele de facto tem. Já o Lucho era um capitão de altíssimo nível, muito inteligente e não tinha dúvidas de que seria também treinador. O FC Porto esteve muito bem a recrutá-lo. Têm os dois muito a dar e tenho a certeza de que têm ajudado e vão ajudar muito o Farioli”.