Farioli e o FC Porto no patamar das “máquinas de jogar à bola”

  1. Média de 2,62 pontos por jogo
  2. 90 golos marcados na época
  3. 28 golos sofridos na época
  4. Ian Cathro elogia FC Porto

As palavras de Ian Cathro, técnico do Estoril, na antevisão ao duelo com o FC Porto, destacaram-se ao colocar os dragões no mesmo patamar de “grandes equipas em Portugal”. Cathro afirmou: “Olhando para trás, das grandes equipas em Portugal, podemos dizer isso talvez do Benfica do Jorge Jesus, uma máquina de jogar à bola, e mais recentemente [o Sporting] do Amorim, que passou meses a este nível também. Parece que esta equipa do FC Porto é capaz de chegar a esse nível”. Esta declaração sublinha a percepção de que o FC Porto, sob a liderança de Farioli, está a atingir um patamar de excelência que remete para as formações que marcaram o futebol nacional. A comparação feita pelo treinador do Estoril, mesmo após a derrota da sua equipa, realça o impacto positivo que o trabalho de Farioli tem tido no panorama desportivo.

Farioli, por sua vez, reagiu com gratidão às palavras de Cathro, mas com uma dose de cautela e ambição. “Fico agradecido pelas palavras do Ian sobre a nossa equipa. Estamos a trabalhar para evoluir. Se pensarmos nos últimos dois jogos, poderíamos ter marcado mais golos contra dois adversários muito fortes em duas competições diferentes. Estamos no caminho certo. Nunca é bom fazer comparação com equipas que escreveram páginas importantes na história. Estamos no início. Começámos o nosso processo há apenas dez meses, estamos numa fase de reconstrução. Se estamos onde estamos é porque conseguimos acelerar o processo e isso deve-se ao trabalho dos jogadores, pela atenção que colocam em tudo o que fazem desde o dia 15 de julho, e ao investimento do clube nos últimos dois mercados. Estamos felizes por estarmos aqui, mas o que conta é o futuro próximo”, disse Farioli. Esta perspetiva do treinador italiano demonstra a sua humildade e o reconhecimento de que ainda há um longo caminho a percorrer. A ênfase no futuro próximo e na reconstrução do clube sugere que o FC Porto não se contenta com o presente e visa consolidar a sua posição, procurando superar os feitos de um passado recente que marcou a história dos principais rivais.

A análise aos números das épocas de Jorge Jesus no Benfica (2009/10) e Rúben Amorim no Sporting (2020/21), quando ambos se sagraram campeões, revela que Farioli está no bom caminho para igualar, ou até superar, esses registos. O FC Porto, após 29 jornadas do campeonato, apresenta uma média de 2,62 pontos por jogo, superando os 2,53 de Jesus e os 2,50 de Amorim. Em termos de golos marcados, os dragões atingiram os 90 em todas as competições, com Gabri Veiga e Victor Froholdt a serem decisivos em 28 deles. “Há dois médios que 'valem' quase um terço dos 90 golos marcados”, realça a estatística que demonstra a preponderância destes jogadores. O Benfica de Jesus registou 124 golos, enquanto o Sporting de Amorim fez 82. No que respeita aos golos sofridos, o FC Porto encaixou 28, o mesmo número do Sporting de Amorim, e bem menos que os 37 do Benfica de Jesus. Estes dados, ainda que com a nota de que a época do FC Porto não terminou, mostram que a máquina de jogar de Farioli está a operar a um nível elevadíssimo e com uma eficiência notável em comparação com duas das equipas mais dominantes do futebol português nas últimas décadas.

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