O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deu início a processos disciplinares contra André Villas-Boas e Alberto Costa, do FC Porto, uma decisão que surge na sequência de queixas formalizadas pelo Sporting. O foco do processo contra o presidente do FC Porto centra-se nas suas declarações feitas após uma reunião com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias.
A instauração ocorreu na sequência de uma participação disciplinar apresentada pela Sporting Clube de Portugal – Futebol SAD, esclareceu o órgão nesta segunda-feira. A 1 de abril, Villas-Boas foi criticado por usar a presença de jornalistas para atacar a postura de Frederico Varandas, presidente do Sporting. O dirigente portista disse: “Compreendo as frustrações do presidente do Sporting, principalmente quando no seu próprio estádio há adeptos que lançam garrafas de vidro para as cabeças dos árbitros, e há jogadores que assumem que um árbitro é ladrão.” Este desabafo de Villas-Boas revelou-se bastante polémico, originando a decisão disciplinar.
Procedimentos Disciplinares
Para além do processo de Villas-Boas, também se abriu um procedimento disciplinar a Alberto Costa. Em causa está uma alegada cuspidela do jogador portista na direção de Sorriso, atleta do Famalicão, durante o jogo entre FC Porto e Famalicão. A queixa partiu igualmente do Sporting, que decidiu agir junto do Conselho de Arbitragem da FPF.
O comunicado da FPF detalha que a participação disciplinar contra Villas-Boas foi apresentada em 2 de abril de 2026, o que sublinha a seriedade das alegações feitas pelo Sporting e a pronta reação das entidades responsáveis.