Cláudio Ramos, guarda-redes do FC Porto, perspetivou o confronto dos quartos de final da Liga Europa, frente ao Nottingham Forest. Em declarações à Sport TV+, o jogador dos Dragões revelou que a emoção e a ambição da equipa nesta fase da temporada têm feito com que os azuis e brancos joguem “mais com o coração do que com a cabeça”
. Reconheceu que “a emoção com que estamos a viver os últimos minutos dos jogos e que nos tem levado a facilitar um pouco. Essa emoção e querer ganhar, nesta fase, tudo isso vem ao de cima e, se calhar, é por isso.”
Sobre a partida contra o Nottingham Forest, o guardião de 34 anos admite que o FC Porto terá um jogo difícil
, mas garante que a equipa está preparada
, apesar de o encontro da fase de liga ter sido num contexto diferente
. No que diz respeito às ambições europeias, Cláudio Ramos sublinhou o objetivo de chegar à final
, apesar de considerar que o FC Porto teve azar
por apanhar três potenciais favoritos no mesmo lado do sorteio. O guarda-redes elogiou ainda a qualidade dos treinadores portugueses, considerando que Vítor Pereira, treinador do Nottingham, “conhece muito bem o clube”
.
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, também abordou o próximo desafio frente ao Nottingham Forest, alertando que “nesta fase da época, se baixarmos o nível, pagamos o preço”
. O técnico italiano espera uma partida diferente da anterior com o mesmo adversário, referindo que “quando jogámos contra o Nottingham, o Sean Dyche tinha acabado de assumir a equipa, estava a implementar a sua ideia”
. Farioli destacou a versatilidade de Vítor Pereira, mencionando que “vemos muito mais variabilidade na adaptação ao adversário, mais ajustes táticos, com três ou quatro na defesa, dependendo do adversário e dos jogadores que estão prontos a jogar. Reconhecemos o trabalho, o que ele está a tentar implementar, e hoje estamos curiosos para ver que tipo de formação vai jogar”
. Em tom de alerta, Farioli avisou os seus jogadores que devem manter o nível, recuperando o empate com o Famalicão como exemplo do que não fazer, afirmando que “os últimos dois golos que concedemos aqui no Dragão contra o Famalicão, tínhamos muitos jogadores na área, bem posicionados, mas a marcação homem-a-homem não foi a melhor. (...) O espírito está lá, [mas] a capacidade de ser preciso em todas as pequenas coisas -- nos últimos tempos baixámos um pouco o nível, e a esta altura da época e da competição, se baixarmos, pagamos o preço”
.