André Villas-Boas, presidente do FC Porto, manifestou este sábado todo o seu pesar pela morte de Silvino Louro, a quem chamou “alguém muito próximo” e com quem partilhou “grandes aventuras” quando integravam a equipa técnica de José Mourinho. A memória de um percurso conjunto que se iniciou no FC Porto e se estendeu por grandes clubes europeus foi o mote para as palavras de homenagem.
Villas-Boas recordou o forte laço que os unia, sublinhando que “Em nome pessoal, perco alguém que me é muito próximo, principalmente a partir de Milão. Como bem sabem, partilhámos grandes aventuras, desde o FC Porto ao Chelsea, passando pelo Inter de Milão, onde fomos um pouco mais próximos e partilhámos momentos de grande amizade”. Estas declarações foram proferidas junto à Mesquita Central de Lisboa, no momento da saída do cortejo fúnebre do antigo guarda-redes, que seguiu para o Cemitério de Vale Flores, em Almada. A presença de André Villas-Boas na mesquita juntou-se a um vasto conjunto de personalidades que, ao longo da manhã, prestaram as suas condolências e homenagem a Silvino Louro, incluindo figuras como Pedro Proença, Toni, Domingos Paciência e Daniel Carriço, entre outros.
A despedida a Silvino Louro mobilizou diversas figuras do futebol português. Matilde Faria, esposa de José Mourinho, também marcou presença, representando o atual técnico, que se encontrava em estágio. Na véspera, José Mourinho havia já prestado a sua homenagem no velório do amigo e colega de equipa técnica em vários clubes, como FC Porto, Chelsea, Inter Milão, Real Madrid e Manchester United. Também Rui Costa, presidente do Benfica, onde Silvino Louro jogou entre 1984 e 1994, esteve presente no velório. O antigo guarda-redes, que representou o Benfica e o FC Porto e foi internacional por Portugal, faleceu na quinta-feira aos 67 anos de idade.