Farioli defende gestão do plantel e projeta duelo com o Estugarda na Liga Europa

  1. Oskar Pietuszewski não inscrito na Liga Europa
  2. Terem Moffi foi a "decisão certa"
  3. Estugarda pressiona alto como o FC Porto
  4. Borja Sainz regressa ao onze inicial

Na antevisão do confronto da Liga Europa frente ao Estugarda, Francesco Farioli, treinador do FC Porto, esclareceu várias questões, desde a gestão do plantel europeu à recuperação de jogadores importantes. A não inscrição de Oskar Pietuszewski na lista da Liga Europa foi um dos temas centrais, com Farioli a defender a decisão tomada, considerando-a como a certa face às circunstâncias.

“Olhando para as minhas decisões e tendo em conta o que aconteceu com o Samu [lesão grave no joelho], concordo cada vez mais com a decisão que tomei. Registar o Terem [Moffi] foi a decisão certa, era o que precisávamos de fazer. Não registar o Oskar não esteve relacionado com dúvidas. Se assim fosse, não teríamos investido o dinheiro que investimos num jogador de 17 anos. Teve a ver com regras. Só podíamos inscrever três jogadores”, justificou o técnico italiano. Farioli reforçou ainda a aposta no jogador, apesar da não inscrição: “Não foi uma decisão tomada na falta de confiança nele, mas pela situação e realidade que temos. Faria o mesmo agora. Com a lesão de Samu tínhamos de ter dois avançados, Moffi pode fazer duas posições e foi essa a razão. Estamos felizes com o Oskar, adaptou-se mais rápido do que esperávamos, mas precisa de continuar a progredir.”

Em relação ao próximo adversário, o Estugarda, Farioli expressou o seu respeito e as semelhanças que encontra entre as duas equipas. “Estamos prontos para um adversário muito bom. É uma das equipas mais interessantes, está com uma performance muito boa na Bundesliga. Isso diz muito sobre o adversário. Uma equipa que, como nós, gosta de pressionar alto. Partilhamos os melhores parâmetros em termos de pressão e no desejo de recuperar a bola na Liga Europa e nos respetivos campeonatos. Temos semelhanças. Com bola, é uma equipa que tem uma boa estrutura, trabalham com o mesmo treinador há três anos. Gostam de jogar. Espero um jogo aberto, com equipas que vão enfrentar-se com níveis muito elevados de atitude e de respeito”, salientou o técnico. Farioli também comentou sobre o recente clássico contra o Benfica, que terminou com uma derrota amarga, mas com pontos positivos a retirar. “Olhando para trás, do meu ponto de vista, o jogo que fizemos em Lisboa é o tipo de jogo que tem de dar-nos a confiança certa. Jogámos dois clássicos numa semana e mostrámos a nossa cara, o nosso desejo. A declaração do míster Mourinho depois do jogo é evidente, disse que fomos lá jogar e ganhar, com atitude agressiva com e sem bola. O jogo teve um sentido direção durante 75 minutos. Nos últimos 15 minutos concedemos as oportunidades suficientes ao adversário e pagámos o preço. Há boa energia a retirar e algumas coisas a aprender rapidamente, em especial nas duas áreas. Tivemos a oportunidade de fechar o jogo várias vezes. Os dois golos foram duas situações que devíamos ter feito melhor. Por um lado, coisas positivas. Por outro, temos de melhorar, é isso que tentamos fazer sempre. Boas vibrações para o jogo de amanhã [quinta-feira]”, disse Farioli, projetando uma recuperação mental da equipa.

O treinador italiano confirmou o regresso de Borja Sainz ao onze inicial, após um período difícil devido ao falecimento da mãe. “O Borja foi a primeira vez que esteve de novo com a equipa (depois do falecimento da mãe) e teve os seus minutos e amanhã será titular. Gosto de pensar que todos vão ter um papel importante na equipa. Temos muitos jogos importantes, se considerarmos o mês de março, os dois jogos que já jogamos, o de amanhã, o segundo jogo no Estádio do Dragão, além dos dois jogos contra Moreirense e Sp. Braga, como podem imaginar, são todos jogos muito intensos, e vamos precisar de 23, 24 jogadores que façam parte da equipa”, explicou o técnico, realçando a importância de todo o plantel. A situação de Martim Fernandes também foi abordada: “O Martim teve um problema físico no último jogo (frente ao Benfica), mas já está recuperado. Hoje teve uma sessão inteira com a equipa e está capaz de ir a jogo.” A valorização dos elogios recebidos de Thiago Silva também foi um momento de leveza na conferência. “Do Thiago tenho de lhe pagar um jantar, acho que mereceu... Brincadeiras à parte. Deixa-me contente ouvir esse tipo de palavras. Adoramos o que queremos transmitir aos jogadores, é algo que me move e à minha equipa técnica, é a principal motivação porque se desenvolvemos os jogadores estamos mais perto de vencer. Tentamos transferir a paixão pelo jogo, mas não é todos os dias açúcar e palavras amáveis, às vezes teremos de ser mais duros, faz parte das nossas responsabilidades. O maior desejo é fazer os jogadores evoluírem e devolver o FC Porto a onde pertence.”

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