Oskar Pietuszewski, jovem extremo do FC Porto, concedeu uma entrevista que tem dado que falar, abordando os seus primeiros tempos na Invicta e a forma como se tem adaptado ao futebol português e, em particular, aos dragões. Aos 17 anos, o jogador polaco já desperta a atenção dos adeptos e da comunicação social, sendo mesmo apelidado de Quaresma polaco
, algo que o surpreendeu durante a entrevista.
“Sim, estou a aprender. O objetivo da transferência era evoluir. Quis escolher um ambiente onde pudesse dar passos seguros rumo ao topo. As nuances táticas aqui são muito diferentes da Polónia. A intensidade é outra”
, revelou o camisola 77, destacando a exigência e a aprendizagem que tem tido no novo clube. O impacto da sua chegada é notório, com Pietuszewski a focar-se no seu desempenho em campo. “Tento focar-me em jogar. Os avançados vivem de números, assistências e golos. Mas o mais importante é sempre a equipa, ajudar a equipa faz parte de querer ganhar”
, afirmou o jovem, demonstrando uma maturidade invulgar para a sua idade. Sobre as críticas ao estilo de jogo do FC Porto, o avançado não se mostrou reticente em confrontar a perceção geral. “Tenho de perguntar isto: porque é que toda a gente acha que jogamos de forma defensiva? Todos têm o seu papel. A pressão começa na frente. Somos uma equipa unida, tanto a atacar como a defender”
, questionou, defendendo o trabalho da equipa e do técnico Francesco Farioli.
A chamada à seleção principal da Polónia é um dos grandes objetivos de Pietuszewski, mas este mantém os pés na terra. “É um tema muito discutido e eu trabalho para que a chamada venha. Mas a seleção de sub-21 também é importante, é sempre uma honra representar o meu país”
, adiantou, equilibrando a ambição com a consciência da importância das seleções jovens. No plano pessoal, a adaptação ao Porto inclui aulas de português e as decisões quotidianas, como a carta de condução. “Não sei se tiro aqui ou na Polónia. Na Polónia, conheço melhor as estradas, mas aqui já falo um pouco de português”
, ponderou, evidenciando as pequenas decisões que marcam a sua nova vida. Uma das suas primeiras memórias do FC Porto remonta aos jogos da Liga dos Campeões durante a pandemia. “Os jogos com a Juventus no tempo da Covid-19 [época 2020/21], com os estádios vazios”
, recordou, uma imagem curiosa para alguém que, na altura, tinha apenas 9 anos quando assistiu a um jogo da seleção polaca no Dragão, em 2018. A sua evolução é acompanhada de perto pelos colegas, como Jan Bednarek, que o elogia: “Ele não tem medo. Se entrar na seleção com a mesma personalidade que tem aqui no FC Porto, vamos ver o mesmo Oskar”
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