O FC Porto entrou oficialmente na fase a eliminar da Liga Europa com mensagens de prudência e ambição vindas das figuras do clube. André Villas‑Boas e o presidente do FC Porto abordaram, à margem da passagem do troféu do Mundial pelo Estádio do Dragão, a exigência competitiva das próximas rondas, as opções de plantel e a pressão mediática que rodeia o clássico.
Num discurso que conciliou aviso e serenidade, Villas‑Boas sublinhou a dificuldade dos adversários, enquanto o presidente traçou a linha de conduta do clube: humildade, respeito e foco jogo a jogo. As declarações, dirigidas aos sócios e à comunicação social, procuraram acalmar expectativas e definir prioridades para as semanas que se avizinham.
Fases a eliminar: aviso de Villas‑Boas
André Villas‑Boas recordou a mudança de dinâmica que implica a entrada nas eliminatórias europeias: “Agora começam as fases a eliminar e os desafios são maiores. Há fortes adversários que são candidatos à Liga Europa”, disse o treinador, referindo‑se ao aumento do grau de dificuldade e ao nível dos oponentes que poderão calhar ao FC Porto.
A declaração foi feita durante a passagem do troféu do Mundial pelo Estádio do Dragão e teve um tom prudente, com o treinador a frisar que as próximas rondas exigirão uma preparação cuidada e atenção ao detalhe, num cenário em que qualquer deslize pode ditar a eliminação.
Humildade, respeito e ambição: a linha do clube
O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, delineou a postura que considera adequada para a competição: “Vamos manter o nosso tom de humildade e de respeito, continuar a construir o nosso caminho, sabendo que, nas eliminatórias, os adversários são mais fortes. Aguardemos a decisão e veremos que adversário calha ao FC Porto no play‑off. Depois, jogo a jogo, perceber até onde podemos chegar na competição”, afirmou.
As palavras do presidente enfatizam a estratégia de trabalho contínuo e a necessidade de progressão faseada. O tema central foi o equilíbrio entre ambição desportiva e prudência estratégica, com a chamada a não subestimar adversários e a concentrar esforços no presente imediato.
Opções do plantel e crítica aos media
Sobre decisões específicas do plantel, André Villas‑Boas clarificou responsabilidades: “É uma decisão do treinador. Ele tem as suas responsabilidades e comunica aos jogadores da forma que melhor entender”, explicou o técnico, ao comentar a exclusão do reforço de inverno Oskar Pietuszewski e a responsabilidade atribuída a Francesco Farioli na gestão da equipa.
Em relação à cobertura mediática e ao ambiente em torno do clássico, o presidente não poupou críticas à forma como o tema tem sido tratado: qualificou a comunicação social como “esquizofrénica” e pediu tranquilidade, reiterando que, apesar da importância do duelo para o campeonato, o foco deverá manter‑se na preparação e no trabalho interno do clube.