Exposição do troféu do Mundial no Dragão reúne Villas-Boas e Roberto Carlos

  1. André Villas-Boas destacou o FC Porto como único clube português campeão do mundo
  2. Roberto Carlos partilhou memórias emocionantes da conquista do Mundial'2002
  3. Evento celebrou a ligação do FC Porto ao futebol global

O Estádio do Dragão foi palco de um momento histórico esta sexta-feira, com a exposição do troféu original do Mundial, um evento que contou com a presença do presidente do FC Porto, André Villas-Boas, e do lendário lateral esquerdo brasileiro Roberto Carlos. As declarações dos protagonistas destacaram a importância do momento e a ligação emocional ao troféu mais cobiçado do futebol mundial.

Villas-Boas reforça estatuto do FC Porto

André Villas-Boas não perdeu a oportunidade de reforçar o estatuto do FC Porto como único clube português campeão do mundo: (“É a primeira vez que o troféu está em território nacional e a escolha recaiu na cidade do Porto e no Estádio do Dragão. Em jeito de brincadeira, assim teria de ser. O FC Porto é o único clube campeão do mundo [em Portugal] e é justo que receba o troféu de campeões do mundo de seleções. Um agradecimento especial à Coca-Cola, nosso parceiro há 27 anos e que muito nos tem ajudado”).

O líder dos dragões manteve o tom descontraído, mas não deixou de fazer referência aos rivais: (“Quero agradecer a escolha do Estádio do Dragão, do FC Porto e desta cidade para este evento. Não poderia ser de outra maneira, porque o FC Porto é o único clube campeão do Mundo em Portugal e o troféu teria de estar nesta cidade”). Ainda em tom de brincadeira, Villas-Boas acrescentou: (“Temos bem decoradas as bancadas. Há poucos símbolos que permitem o vermelho nas imediações do estádio [três patrocinadores], esse é um exclusivo que vos pertence”).

Roberto Carlos e as memórias de 2002

Roberto Carlos, presente no evento, partilhou memórias emocionantes da conquista do Mundial'2002 pelo Brasil: (“Tenho uma réplica do troféu do Mundial em casa. Claro que para qualquer jogador o Mundial é o máximo. Perdemos a final em 1998 [com a França] e tivemos a oportunidade de ganhar logo em 2002, com Ronaldo, Ronaldinho, Cafú... Era muito básica a nossa equipa. Estar perto deste troféu impressiona-me e faz-me recordar muitas coisas que vivi em 2002. O caminho do hotel até ao estádio, o ambiente no balneário, o choro do Ronaldo que estava com uma lesão no joelho e nos fez jogar também por ele... É muita coisa junta”).

O ex-jogador brasileiro também refletiu sobre o desejo de ver o Brasil conquistar novamente o troféu, mas com um toque de nostalgia: (“Quero muito que o Brasil ganhe, mas quando olho para as fotos de 2002 penso: 'Será? Será que esta foto vai ficar para atrás?' Penso que temos hipóteses, melhorámos um pouco com o Carlo Ancelotti e vamos ver se conseguimos igualar Portugal, Espanha, França... Eu é que não posso jogar mais!”).

Uma homenagem ao futebol global

O evento no Dragão não só celebrou a história do troféu do Mundial, como também reforçou a ligação do FC Porto ao futebol global, numa homenagem que uniu passado, presente e futuro da modalidade.

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