O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol arquivou o processo disciplinar que havia sido instaurado contra Samu Aghehowa, jogador do FC Porto. O processo surgiu após o atleta exibir uma camisola em homenagem a Jorge Costa, falecido, durante a partida em que o FC Porto venceu o V. Guimarães por 3-0. A camisola continha a mensagem “descansa em paz Jorge Costa”
e o icónico número dois que o antigo jogador utilizava.
O arquivamento, anunciado na passada quinta-feira, surge após o CD ter aberto o processo a 14 de agosto. O órgão regulamentar justificou a decisão mencionando a necessidade de “clarificação do critério quanto ao âmbito da norma sancionatória”
, indiciando a possibilidade de arquivamento.
Arquivamento do Processo de Samu Aghehowa
A decisão de arquivar o processo a Samu Aghehowa levanta algumas questões pertinentes sobre a liberdade de expressão e homenagem no desporto. A exibição da camisola, claramente um tributo a um ícone do clube, foi inicialmente vista como uma infração, mas a decisão final do Conselho de Disciplina parece refletir uma ponderação maior sobre o contexto emocional e a importância de Jorge Costa para o FC Porto e para o futebol português.
Este caso poderá abrir um precedente importante, permitindo que jogadores expressem o seu respeito e admiração por figuras importantes do desporto, sem que isso seja necessariamente interpretado como uma violação das regras. Resta saber como esta decisão influenciará futuras situações semelhantes e qual será o entendimento dos órgãos reguladores em relação a manifestações de homenagem em campo.
Multa ao FC Porto e Reflexões Sobre o Caso
Apesar do arquivamento do processo contra Samu Aghehowa, o FC Porto foi multado em 2.550 euros devido a uma mensagem proferida pelo speaker do estádio durante o jogo. A mensagem, um grito de Jorge Costa Allez
no minuto 92, foi considerada irregular pelas regras da competição. Este incidente levanta questões sobre a interpretação e aplicação das normas disciplinares, especialmente em momentos de grande emoção e fervor desportivo.
O caso global, envolvendo tanto a homenagem de Samu Aghehowa quanto a multa ao FC Porto, convida a uma reflexão sobre o equilíbrio entre a regulamentação do desporto e a sua dimensão humana e emocional. O futebol é, afinal, uma celebração da vida e das figuras que marcaram a história do jogo, e é fundamental encontrar formas de conciliar as regras com a expressão genuína de respeito e admiração.