Advogados criticam Operação Pretoriano como uma falácia

  1. Defesa pede absolvição de arguidos
  2. Leitura do acórdão a 31 de julho
  3. MP pede penas de mais de cinco anos
  4. Cristiana Carvalho fala em bodes expiatórios

A Operação Pretoriano continua a gerar controvérsia e reações intensas entre os advogados dos arguidos. Cristiana Carvalho, a advogada de Fernando Saul, considerou este julgamento como “uma tentativa de arranjar bodes expiatórios” e criticou o fato de não perceber porque o seu cliente é arguido no processo: “O Tribunal não deu por provados os factos. Este processo não passa de uma falácia. Não perceberam que estão a arrastar adeptos. O que é que o meu cliente fez para estar aqui sentado? Nem sequer foi impedido de exercer o seu cargo no FC Porto”.

Esta posição foi corroborada por Francisco Duarte, advogado que representa Hugo Loureiro, conhecido por 'Fanfas', e que alegou que o processo é impugnado por incoerências, descrevendo-o como “uma manta de retalhos que o Ministério Público (MP) andou a juntar para uma fábula de acusação”. A sua defesa focou na ausência de provas claras, revelando uma testemunha que não constava nos autos e que poderia ter mudado o rumo do julgamento: “No processo, não consta nada dessa prova e que, depois, 'não foi feito nada'”.

Críticas à Condenação Generalizada

António Caetano, advogado de Fábio Sousa, também se mostrou crítico, afirmando que “não basta estar presente no local [assembleia] para ser condenado”. Ele referiu episódios de violência que não justificariam um processo tão abrangente, requisitando assim a absolvição de todos os seus clientes. Mariana Espírito Santo, representando Carlos Nes, apoiou essa ideia argumentando que a presença em certos atos não se traduz em culpabilidade: “Nenhuma testemunha apontou Carlos Nunes como autor de qualquer ato criminoso, muito pelo contrário”.

A advogada Adélia Moreira, que defende José Pedro, descreveu o processo como uma desilusão total. Segundo ela, “não houve coautoria nos fatos e os eventos não foram planejados: a prova não foi feita de todos os crimes imputados, logo o tribunal não pode condenar”. Ela defendeu que houve, sim, conflito, mas a gravidade foi exagerada: “O arguido José Pedro já sofreu danos irreversíveis para o pontapé que deu. Até já teve de trocar de emprego. É ridículo o MP pedir a condenação de José Pedro da coautoria”.

A Fragilidade das Provas

Marisa Oliveira, que representa José Dias, conheceu a mesma posição, caracterizando as acusações como gerais e mal fundamentadas: “A prova é fraca, manifestamente pobre para que lhe fossem imputados uma série de crimes em coautoria com todos os demais arguidos”. O julgamento está colocado sob a vigilância do MP, que pediu penas robustas, incluindo mais de cinco anos para líderes da claque Super Dragões.

Nos tribunais, o clima é de expectativa, e todos os olhos estão voltados para a 22.ª sessão, encerrada pela juíza Ana Dias, que decidiu que a leitura do acórdão da Operação Pretoriano será feita a 31 de julho, às 14h00. A continuidade do processo traz à tona uma questão crucial: as consequências que poderão advir desta saga para todos os envolvidos.

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