Villas-Boas apela a "dignidade, transparência e ética" no futebol português

  1. Candidatura à receção do Europeu Feminino 2029 e co-organização do Mundial 2030
  2. Lamentação da 'paz podre' no futebol português
  3. Críticas ao processo eleitoral da Liga: 'conluio, facilitismo, favoritismo'
  4. Apelo à 'dignidade, transparência e ética' no futebol nacional

Em editorial na revista Dragões, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, alertou para a necessidade de agir com “bom senso e responsabilidade” face aos exigentes desígnios que se avizinham para o futebol nacional, como a candidatura à receção do Europeu de Futebol Feminino em 2029 e a co-organização do Mundial em 2030.

Villas-Boas lamentou a paz podre que se vive no futebol português, defendendo a necessidade de “congregar esforços e encurtar distâncias entre instituições para recuperar a nossa posição no próximo mandato” da UEFA.

Críticas ao processo eleitoral da Liga

O líder portista questionou “a quem interessa que continuemos a viver nesta paz podre por mais tempo?” e “a quem interessa um certo desalinhamento entre os três grandes e continuarmos a adiar discussões sobre a centralização dos direitos televisivos, o VAR e outros temas que continuam em atraso?”

Villas-Boas criticou ainda o “conluio, facilitismo, favoritismo e o sonho de um eldorado em direitos audiovisuais que jamais chegará” no processo eleitoral da Liga, defendendo que “deveríamos estar a discutir propostas, equipas, planeamento, estratégia, valorização e crescimento”.

Apelo à “dignidade, transparência e ética”

O presidente do FC Porto questionou “a quem interessará dar um passo atrás no caminho para a dignidade, transparência e ética do futebol português? A quem interessa esta vacuidade?”, garantindo que “os nossos rivais e outros situacionistas também sabem disso, mas não lhes interessa”.

Por fim, Villas-Boas concluiu que “o fado do futebol português não é ser pequeno; temos de dar passos em frente. Para esse propósito maior, só para esse, contem com o FC Porto”.