Anselmi: Desafios e Expectativas no FC Porto

  1. Martín Anselmi é o novo treinador do FC Porto
  2. Gabriel Silva comenta desafios de Anselmi
  3. Argentinos em Portugal têm reações variadas
  4. Expectativa por um renascimento do Porto

O estado atual do FC Porto sob o comando de Martín Anselmi tem suscitado diversas reações, tanto entre adeptos como observadores do futebol. Gabriel Silva, treinador-adjunto do Anadia, analisou a complexidade que um treinador enfrenta ao entrar na equipa a meio da época: ““Acho que é sempre difícil um treinador entrar a meio da época e querer incutir as suas ideias, pois não escolheu os jogadores nem as suas características.”” Esta visão é pertinente, especialmente em um clube como o FC Porto, que exige resultados imediatos. Silva acrescenta: ““Isto aliado à história de um clube como o FC Porto, que tem de obter resultados imediatos, é compreensível o facto de não estar a realizar uma temporada tão positiva.””

A pressão por resultados é um fator constante, e a adaptação parece ser um desafio. Silva observa que “pode pensar-se se não teria sido melhor haver uma maior adaptabilidade da parte do novo treinador, mas a verdade é que foi contratado por aquilo que é, pelas ideias que tem, pela visão a médio prazo, pela capacidade de potenciar jogadores jovens.” O treinador argentino, ao que parece, está a ser concedido um tempo para implementar as suas ideias, refletindo uma expectativa por uma evolução no jogo da equipa.

O Impacto de Anselmi na Comunidade Argentina

A presença de Anselmi no FC Porto também é notada por compatriotas argentinos que vivem em Portugal. Mauricio Ghiglione, um chef de cozinha argentino, destacou as surpresas da chegada do treinador: ““Simpatizo com o clube, mas não esperava acordar de um dia para o outro e ter aqui um diretor técnico argentino.”” Este sentimento de saga cultural é sublinhado por José Castro, que vê a chegada de Anselmi como uma oportunidade: ““Acho que é a oportunidade da sua vida e se calhar agora o Porto está a renascer.””

A paixão pela cultura do futebol argentino é um tema que ressoa na comunidade. Castro descreve Anselmi como alguém que ““transmite coisas que pode pegar nos portugueses”” e refere que ele ““traz loucura... A maluquice de estar a gritar, de estar constantemente a pedir apoio aos adeptos.”” Esta energia é vista como uma capacidade de motivar a equipa e a torcida, algo que poderá ser crucial para o Porto reconstruir a sua forma.

A Influência Cultural no Estilo de Jogo

Estabelecendo paralelos com a cultura do futebol, Castro ressalta que ““a paixão dos argentinos é incrível. Lá vive-se o futebol de forma completamente diferente… as claques são diferentes, lá futebol é sinónimo de festa.”” A forma como Anselmi celebra os golos, como o destaque de um momento do passado recente, mostra que ele tem a intensidade que muitos admiram: ““A forma como ele festejou foi inesquecível. Estava louco…”” Esta energia e compromisso podem ser exatamente o que o FC Porto precisa.

Gabriel Silva, no seu entendimento sobre a abordagem que um treinador deve ter, acredita que ““o mais importante numa equipa minha é o conhecimento dos jogadores, da parte humana, das suas características.”” A insistência em integrar o conhecimento dos jogadores ao modelo de jogo reflete a sua filosofia e a expectativa que deve ser colocada em Anselmi. Ele pretende que o modelo de jogo seja ““objetiva, vertical, com muitos movimentos sem bola”” e que a equipa consiga ““recuperar a bola o mais depressa possível.””

Expectativas para a Temporada

O desenrolar da temporada será crucial e as flutuações nas performances do FC Porto sob Anselmi darão muito que falar. O foco está em saber se a adaptação e os métodos do técnico argentino se traduzirão em sucesso e se será capaz de deixar a sua marca numa equipa que está habituada a conquistas, mas que necessita urgentemente de um novo impulso.

Cathro quer mais do Estoril do que "fogo-de-artifício"

  1. Não quero viver num mundo em que quando ganhamos um jogo contra o Rio Ave e chegámos aos 34 pontos, há fogo-de-artifício.
  2. Na próxima vez que houver fogo-de-artifício é porque estamos a procurar os passaportes para poder ir fazer eliminatórias [competições europeias].
  3. Não podemos viver num mundo em que possamos ir a um jogo mais tranquilos por causa disto ou aquilo, porque não queremos isso, queremos muito mais e é preciso que toda a gente dentro do clube entenda e vá connosco.