As elevadas deduções explicam a diferença entre o volume de vendas e o lucro final. Logo à partida, 10,596 milhões de euros foram descontados devido a atualizações financeiras. Depois, o valor líquido contabilístico retirou 29,950 milhões. Além disso, os clubes tiveram de pagar 2,995 milhões de euros a terceiros e 12,9 milhões em comissões de intermediação, o que representa uma média de 8,7% das vendas brutas - ainda assim abaixo do limite máximo de 10% recomendado pela FIFA. Por fim, 2,085 milhões foram destinados ao mecanismo de solidariedade.
Apesar de o volume de negócios ter chegado perto dos 150 milhões de euros, o resultado líquido ficou apenas em 90,273 milhões. Este valor, embora significativo, é substancialmente inferior ao valor bruto inicial das vendas. Nas palavras de um especialista, A grande fatia do dinheiro que não chegou aos cofres dos clubes foi direcionada para diversos encargos e responsabilidades financeiras, deixando assim o lucro final aquém do que seria esperado com base no total de vendas concretizadas.