Duque afirma que a Liga tinha "os cofres cheios" quando Proença assumiu
Luís Duque, que liderou a Liga Portuguesa de Futebol entre 2014 e 2015, lançou um comunicado a contestar as declarações de Pedro Proença sobre o estado financeiro da instituição quando este assumiu a presidência. No comunicado intitulado "Repor a verdade", Duque afirma que, ao contrário do que Proença afirmou na sua despedida, a Liga não se encontrava numa "situação lastimável" e de "pré-falência" quando este a assumiu. Pelo contrário, Duque garante que a Liga tinha "os cofres cheios" e "receitas suficientes para garantir a sua sustentabilidade nos anos seguintes".
Duque diz que "recuperaram a situação financeira em 6 meses"
Segundo Duque, a equipa que liderou na Liga conseguiu, "com um grande esforço e abnegação, recuperar a situação financeira da Liga, em pouco mais de 6 meses, e entregá-la com as contas saneadas e com fontes de rendimentos que garantiam a sua sustentabilidade". Nesse período, foram garantidos "vários patrocínios essenciais, como o da NOS, da OLIVEDESPORTOS, ou da SAMSUNG", que permitiram assegurar o futuro das ligas profissionais, incluindo a Taça da Liga.
Duque destaca renegociação de taxas de inscrição e reestruturação da 2ª Liga
Duque afirma ainda que, ao contrário do inicialmente previsto, as receitas das apostas desportivas online e de base territorial em Portugal foram distribuídas pelos clubes profissionais e pela Liga, e não apenas pela Federação Portuguesa de Futebol. Além disso, a equipa de Duque renegociou as taxas de inscrição dos jogadores nas transferências internacionais, um processo concluído por Luís Costa no primeiro mandato de Proença, que permitiu à Liga aumentar as suas receitas em cerca de 1 milhão de euros por ano. Duque destaca também que reestruturaram as competições profissionais, reduzindo o número de clubes na 2ª Liga de 24 para 18, o que permitiu diminuir as despesas em cerca de 1 milhão de euros.