Tozé Marreco defende dignidade do Farense após derrota

  1. Farense perdeu 3-2 com Benfica
  2. Tozé Marreco fala sobre críticas
  3. Bruno Lage apoia Tozé Marreco
  4. Descida de divisão parece real

Após a derrota por 3-2 diante do Benfica, o treinador do Farense, Tozé Marreco, desabafou sobre a influência negativa das críticas que a sua equipa tem enfrentado. Marreco afirmou: “Não fomos o saco de pancada que disseram que íamos ser. O desnível no futebol português está enorme. Como se disse esta semana, o futebol português tem de mudar. Ouvi que está doente e está efetivamente. Que haja respeito e decência. A BTV tem gente competente que está a comentar, mas o futebol dá de comer a muita gente, a muita gente incompetente. É inadmissível o que ouvimos esta semana! E eu os meus jogadores podemos descer de divisão, olhando agora é o mais provável, mas vamos continuar sempre de cabeça erguida, com dedicação e jamais nos podem faltar ao respeito! Houve um senhor que nos faltou ao respeito. O futebol dá de comer a muita gente incompetente e esse foi um dos casos.” Estas palavras refletem o desejo de dignidade e fé que o treinador e a sua equipa tentam manter mesmo diante de um cenário difícil.

Bruno Lage, o técnico do Benfica, também se manifestou sobre a situação, apoiando a sua contraparte do Farense. Após o jogo, Lage defendeu Marreco e afirmou: “Não tinha percebido a questão de declarações sobre a equipa do Farense... Estou solidário com o Tozé, uma coisa é não gostarem de nós, criticar, outra é passar para lá. Não me levem a mal. Estou também a aprender a jogar o vosso jogo. Mas outra coisa é atirarem-se para fora de pé e há quem se está atirar, e nós temos família. Atirar-se para fora de pé não fica bem.” A declaração de Lage demonstra o descontentamento com as críticas que muitas vezes são lançadas de forma desmedida, não só à equipa adversária, mas também àqueles que trabalham por trás do futebol.

Desafios e Determinação

Marreco, reconhecendo que a sua equipa enfrenta um desafio com a descida de divisão a parecer cada vez mais real, assegurou que “Nada está perdido. Não temos os pontos que merecemos, mas baixar a cabeça, nunca. Vamos preparar muito bem o jogo que vamos ter, que vai ser decisivo, como serão todos. Que não pensem que estamos mortos, os jogos têm sido todos equilibrados. Vamos trabalhar até ao fim. Continuo com uma crença enorme de que a sorte ainda nos vai sorrir.” A luta do Farense para se manter na I Liga é acentuada por uma sensação de injustiça sobre a sua performance nas partidas até agora, onde mesmo no campo nunca se sentiram totalmente dominados.

Solidariedade entre Treinadores

Por outro lado, as palavras de Lage sublinham a importância dos treinadores se apoiarem mutuamente, especialmente em momentos difíceis. Ele ressaltou: “Fizemos tantos remates como o Benfica e tivemos ocasiões. Não entrámos bem, o nervosismo vê-se em pequenas coisas, como a receção da bola ou passes a cinco metros falhados. Sempre que o nosso bloco esteve organizado criámos dificuldades, mas quando nos desmanchámos, o Benfica, que é letal no ataque rápido, pôs-se em vantagem.” Essas observações destacam a luta da equipa de Marreco, que mesmo em momentos de desvantagem nunca desistiu e procurou criar oportunidades para si próprios no jogo.

Reflexões sobre o Futebol Português

Por fim, estas declarações de Tozé Marreco e Bruno Lage não só trazem à tona a competição acirrada entre as equipas de topo, como também refletem os desafios enfrentados pelas equipas em posições inferiores na tabela. As suas mensagens de resiliência, respeito e unidade são fundamentais para o espírito competitivo que caracteriza o futebol português, lembrando a todos que cada batalha deve ser lutada com honra e tenacidade.

Cathro quer mais do Estoril do que "fogo-de-artifício"

  1. Não quero viver num mundo em que quando ganhamos um jogo contra o Rio Ave e chegámos aos 34 pontos, há fogo-de-artifício.
  2. Na próxima vez que houver fogo-de-artifício é porque estamos a procurar os passaportes para poder ir fazer eliminatórias [competições europeias].
  3. Não podemos viver num mundo em que possamos ir a um jogo mais tranquilos por causa disto ou aquilo, porque não queremos isso, queremos muito mais e é preciso que toda a gente dentro do clube entenda e vá connosco.