Famalicão e Moreirense empatam a um golo na I Liga

  1. Famalicão e Moreirense empataram a um golo.
  2. Jogo pela 29.ª jornada da I Liga.
  3. Vasco Botelho da Costa é técnico do Moreirense.
  4. Hugo Oliveira é o treinador do Famalicão.

O Famalicão e o Moreirense empataram a um golo num jogo a contar para a 29.ª jornada da I Liga. Embora o Famalicão tenha dominado a partida e criado mais oportunidades, o resultado final foi um ponto para cada lado. As reações dos treinadores à partida refletem um misto de satisfação e alguma frustração, mas ambos reconhecem o esforço das suas equipas num desafio que se revelou, em diferentes momentos, bastante competitivo.

Vasco Botelho da Costa, técnico do Moreirense, fez uma análise do jogo, destacando a capacidade da sua equipa em lidar com as diferentes fases da partida. “Acho que o jogo teve duas partes completamente distintas. Na primeira estivemos bem a entender aquilo que o jogo pedia, sobretudo na construção e na procura da profundidade. Na segunda parte já foi mais difícil, muito por causa da dimensão física que o Famalicão colocou no jogo. É uma equipa muito forte, bem trabalhada, e não é fácil dominá-la durante 90 minutos. O Famalicão criou muito perigo nas bolas paradas, com bolas a passar muito perto, cortes em cima da linha e grandes defesas do André, o que lhes deu confiança e nos empurrou para trás. Fomos muito competitivos, lutámos muito, e se recuámos foi porque fomos obrigados. Queríamos ganhar, não conseguimos, mas este é um ponto que os jogadores merecem”, afirmou o treinador do Moreirense. Vasco Botelho da Costa sublinhou ainda a importância de somar pontos. “Pontuar fora contra uma das melhores equipas é sempre melhor do que perder”, concluiu, admitindo que “nós gostamos é de ganhar, é isso a que nos habituámos, mas o foco tem de ser no processo, perceber o que fizemos menos bem, porque perdemos capacidade de pressão e o que temos de corrigir, sobretudo nas bolas paradas.”

Do lado do Famalicão, Hugo Oliveira considerou o desfecho “algo frustrante”, mas elogiou a exibição da sua equipa. “O resultado quantitativo é algo frustrante, mas, em termos exibicionais, estou orgulhoso. Orgulhoso daquilo que é a prestação da equipa, dos caminhos que seguimos e da dedicação dos jogadores. Criámos muitas situações, mas para ser golo a bola tem de passar a linha e só conseguimos isso uma vez.” O técnico do Famalicão também observou a mudança de postura dos adversários face à sua equipa. “Se as equipas começam a olhar para o Famalicão como olham para uma equipa grande, a baixar linhas, a fechar espaços, a jogar com linha de cinco, isso obriga-nos a encontrar soluções, a rodar, a procurar por dentro e por fora. Houve boas exibições individuais e uma boa exibição coletiva, apesar de termos sofrido um golo cedo. Houve ambição, emoção e trabalhamos para dar isso aos adeptos. É pena que o resultado não tenha sido melhor, mas os adeptos estiveram fantásticos e temos de levantar a cabeça.” Hugo Oliveira ressaltou a dificuldade em concretizar as oportunidades. “A definição é o mais difícil no futebol. Criar é difícil e nós criamos muito, sobretudo para o nível do clube e para aquilo que pretendemos. Estamos a fazer uma época extremamente positiva, já igualámos os pontos da época passada, mas depois falta fazer a bola passar a linha. Muitas vezes valorizamos os guarda-redes adversários, que fazem grandes exibições contra nós.” O treinador famalicense concluiu com uma perspetiva para o futuro, tanto da equipa como de um dos seus jogadores. “Tudo isto vai preparar os jogadores para o futuro, para outros patamares. Esta forma de estar, corajosa, agressiva, competitiva, nem sempre traz resultados imediatos, mas faz-nos crescer. Hoje somámos um ponto, que é importante, embora ache que poderíamos ter vencido. Ainda assim, ganhámos coisas importantes no nosso caminho coletivo e na qualidade do nosso jogo. Em relação ao Óscar [Aranda], estamos felizes por o ter de volta. O mais importante é a saúde. Esteve muito tempo parado e agora precisa de ganhar ritmo, sem pressão. É um jogador importante para nós, mas nesta fase queremos apenas ajudá-lo a regressar gradualmente. As expectativas maiores são para a próxima época. O mais importante é que está bem e de volta ao grupo.”

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