João Pinheiro, árbitro português, expressou a sua felicidade e realização ao ser nomeado para o Mundial 2026, descrevendo essa oportunidade como o momento mais alto
da sua carreira. Para ele, estar presente num Mundial é o sonho de qualquer árbitro. “É o momento mais alto da minha carreira, não existe outra forma de o dizer. Estar presente num Mundial é o sonho de qualquer jogador, treinador, dirigente e o árbitro não foge à regra. Espero ainda atingir mais Mundiais e Europeus e mais finais. Sinto-me muito feliz”
, afirmou em recente entrevista.
A nomeação foi anunciada pela FIFA e Pinheiro faz parte de um grupo seleto de 52 árbitros principais que dirigirã o 104 jogos do Mundial, que ocorre entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, na América do Norte. Ele recordou que já passaram doze anos desde a última vez que árbitros portugueses participaram no torneio, o que torna este momento ainda mais especial. “É um momento muito importante para mim, para a minha equipa e para a arbitragem portuguesa. Foram doze anos sem árbitros, muitas vezes de forma injusta. Este momento é muito gratificante para nós, porque foram anos, não meses, a preparar este Mundial”
, disse João Pinheiro, sublinhando o trabalho feito ao longo dos anos para alcançar este objetivo.
Com 38 anos e natural de Vila Nova de Famalicão, este árbitro já conta com uma carreira impressionante. João Pinheiro vai estrear-se em fases finais como árbitro principal, apesar de já ter participado em competições importantes como o Euro 2020, onde atuou como videoárbitro, e na final da Liga dos Campeões de 2024/25. Agora, ele se prepara para a nova fase, conhecendo as novas regras que serão aplicadas no Mundial, um processo que começa a partir de 31 de maio. “Tivemos o curso na semana passada, em Itália, mas, tendo em conta que as competições ainda não terminaram, a FIFA decidiu deixar a preparação para Miami. Demos um toquezinho nas novas regras, mas vamos fazer um trabalho maior na preparação do Mundial entre 31 de maio e 11 de junho”
, comentou. Pinheiro partilhou ainda os seus objetivos para o torneio, afirmando que o mínimo que almeja é fazer um jogo, mas que o ideal seria mais: “Já fizemos um Mundial Sub-17 e um de Sub-20 e o objetivo mínimo começa por fazer um jogo. Fazer dois era importante para nós, chegar ao terceiro seria excelente. Somos dos mais jovens que lá vamos passar e aquelas competições funcionam muito conforme a performance na hora”
, concluiu.