Hugo Oliveira Antecipa Duelo “Extremamente Competitivo” Contra Casa Pia

  1. "Certamente vamos ter um jogo extremamente competitivo", disse Oliveira.
  2. “Não somos uma equipa com duas caras,” afirmou o treinador.
  3. Todos os jogadores estão disponíveis, exceto Óscar.
  4. O futebol deve combater o racismo, segundo Oliveira.

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, fez a antevisão do confronto com o Casa Pia, destacando a complexidade do desafio que se avizinha. O técnico sublinhou que a equipa adversária atravessa uma fase positiva, o que exigirá o máximo de empenho por parte dos seus jogadores. “Certamente vamos ter um jogo extremamente competitivo, um jogo difícil para nós, perante uma equipa que está num bom momento, com resultados positivos para aquilo que é a sua luta e que teve o impacto da chegada do treinador”, afirmou Oliveira, que se mostrou focado na prestação da sua equipa, procurando superar a derrota anterior frente ao Sporting. “Nós olhamos para nós, para as nossas ideias e ambições. Não gostamos de estar sem ganhar e queremos voltar rapidamente às vitórias”, sublinhou. O treinador abordou ainda a importância do apoio dos adeptos, um fator crucial nos jogos em casa. “Gostamos muito de jogar em casa e de dar alegrias aos nossos adeptos. Queremos dar-lhes um final de dia feliz e um início de semana positivo, com uma boa exibição e a lutar pela vitória”, disse.

Sobre o desempenho da sua equipa e a perceção de alternância entre resultados em casa e fora, Hugo Oliveira foi categórico ao rejeitar a ideia de que o Famalicão atua com “duas caras”. O técnico insistiu que a filosofia e a abordagem da equipa são consistentes, independentemente do local do jogo. “Não somos uma equipa com duas caras. Somos uma equipa com uma ideia e tentamos impô-la, quer em casa, quer fora”, referiu, desmistificando a ideia de que o rendimento da equipa varia significativamente consoante jogue em casa ou fora. Oliveira aprofundou esta questão, mencionando que “durante a maior parte da época conseguíamos mais vitórias fora do que em casa. Perdemos com o campeão nacional e batemo-nos muito bem, com uma segunda parte muito competente do ponto de vista defensivo. Não criámos tanto na segunda parte, mas tivemos situações para fazer golos na primeira parte e o resultado custa. Somos uma equipa que tem estado bem em casa e fora. Todas as equipas quando têm adeptos do lado são mais fortes e nós também. Não somos equipa com duas caras, somos uma equipa com uma ideia e que tenta ir com essa ideia quer seja em casa, quer seja fora.”

O técnico do Famalicão aproveitou ainda para falar sobre a disponibilidade do seu plantel. “Esta é uma daquelas semanas em que o treinador está feliz, mas tem dor de cabeça. Tirando o Óscar, temos todos os jogadores disponíveis”, afirmou, destacando a recuperação de Aranda. “É quase certo que vai jogar. O processo está a ser bem guiado pelo departamento médico e o atleta tem-se dedicado de forma fantástica à recuperação. Sabemos que não queremos correr riscos, mas ter um atleta de grande nível disponível. Ainda falta um pedaço. Está a trabalhar com bola, mas sozinho. Falta o passo final, depois há a reintegração com a equipa, mas acreditamos que até ao final da época ainda vai estar algum tempo connosco.” Por fim, Hugo Oliveira abordou a delicada questão do racismo no futebol. “O futebol deve ser uma ferramenta para combater os males da sociedade, como o racismo, a xenofobia ou a homofobia. O caso está a ser investigado e temos de ter humildade para esperar pelas conclusões”, declarou o treinador. O técnico acrescentou: “Já se falou muito sobre isso, não é o futebol, é a sociedade. Temos que evoluir. Racismo, xenofobia, homofobia, dificuldade de lidarmos com pessoas de religiões diferentes. Futebol tem que ser e devia ser ponto de luta positiva para esses males da sociedade. Desporto devia ser usado para educar todos os jovens a aprenderem costumes através do futebol e do desporto. Pessoas com mais ou menos dificuldades a lutarem pelo mesmo objetivo. Não me cabe interpretar o que aconteceu, porque está a ser investigado, mas temos que usar desporto para abolir tudo o que é mau na sociedade. Futebol tem que ser uma imagem positiva para a educação dos mais jovens. Temos todos que fazer isso. Treinadores, jogadores, adeptos e dirigentes. Em relação ao acontecimento, está a ser investigado, vamos esperar para ver.”

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