Hugo Oliveira lamenta derrota frente ao Sporting e critica VAR

  1. Famalicão perdeu por 1-0 com o Sporting na 22ª jornada da Liga.
  2. Hugo Oliveira criticou a anulação de um golo pelo VAR.
  3. O treinador do Famalicão expressou sentimento de injustiça.
  4. Hugo Oliveira enfatizou o "amargo de boca" da derrota. derrota.

O treinador do Famalicão, Hugo Oliveira, expressou o seu descontentamento e a sensação de injustiça após a derrota pela margem mínima (1-0) frente ao Sporting, em jogo da 22.ª jornada da Liga. O técnico minhoto lamentou o resultado, realçando o esforço e a capacidade tática da sua equipa que, na sua perspetiva, não merecia ter saído de Alvalade sem pontos. A análise de Oliveira incidiu sobre a performance da equipa, as oportunidades criadas e, de forma veemente, a anulação de um golo por intervenção do VAR.

“Saio daqui com a sensação de que não deveríamos ter perdido este jogo. Pelo trabalho, pelo esforço, pela capacidade tática - em muitos momentos - de fechar um belíssimo adversário, por termos levado o jogo a um determinado momento em que o teríamos de segurar, em casa de um candidato ao título, com um golo de bola parada. A primeira parte foi mais personalizada do que a segunda com bola. Na segunda parte, o Sporting construiu mais, andou à volta da nossa área, encolhemos na capacidade de sair. Mas, na primeira parte, fizemos um golo e estivemos perto de fazer outros. As principais oportunidades foram nossas”, afirmou Hugo Oliveira.

Apesar da pressão sportinguista na segunda parte, Hugo Oliveira considerou que a sua equipa manteve o controlo da situação, reiterando a ideia de que o desfecho do jogo deveria ter sido outro. A forma como o único golo da partida foi sofrido, de bola parada, foi um ponto de frustração para o treinador. “Na segunda parte, é verdade que o Sporting teve mais caudal, mas controlámos as situações. Repito: não devíamos ter perdido este jogo. Não podemos perder estes jogos, principalmente numa situação de bola parada, perante um grande adversário, com grandes ferramentas, com um jogo muito associativo, que cria muitos problemas, com ligações, tabelas, jogadores tecnicamente muito fortes… mas é um amargo de boca, porque fizemos o suficiente. O jogo teve esta história, mas poderia ter tido uma história diferente”, acrescentou.

A maior indignação de Hugo Oliveira, porém, foi dirigida à intervenção do videoárbitro, que anulou um golo à sua equipa. O técnico questionou abertamente a decisão e o papel excessivo que, na sua opinião, algumas figuras externas ao campo têm vindo a assumir no futebol. “Já vi as imagens e não me parece falta. O futebol chegou à era do quinto árbitro, que decide mais o jogo do que os intervenientes dentro das quatro linhas, que correm, que se esforçam, que tomam decisões, boas ou más, mas estão lá, próximos, sentem os jogadores. O árbitro está dentro do campo, os assistentes estão próximos, o quarto árbitro também. Eles têm a sua visão e tomam as suas decisões. Há situações, claro, em que o VAR é fundamental e tem de intervir, em situações capitais do jogo. Mas há situações que eu ou qualquer um em casa, a parar uma imagem, conseguimos mostrar seja o que for. Não é o suficiente para retirar um golo do jogo. Não sei se seria assim se fosse do outro lado. O árbitro tomou uma decisão dentro do campo e, quando não é algo tão radical, os intervenientes fora do campo não deveriam ter tanto poder”, declarou o treinador.

O treinador do Famalicão reforçou a sua crítica numa outra intervenção, salientando o contraste entre a decisão do árbitro em campo e a interferência do VAR. “Sim, já vi as imagens e não me parece falta. Acho que estamos a viver a era do quinto árbitro, que decide muito mais o jogo do que os intervenientes que estão dentro das quatro linhas e que correm, que se esforçam e que tomam boas e más decisões. Mas que estão lá. Há situações em que o VAR é fundamental e que tem de intervir, porque são situações capitais do jogo, mas, na minha opinião, podem concordar ou não, aquele lance não é suficiente para retirar um golo do jogo. Não sei se iria ser assim se fosse do outro lado… O que quero dizer é que o árbitro tomou uma decisão dentro do campo, e quando assim é, por algo que não é tão radical, os intervenientes que estão fora do campo não devem ter tanto poder. E na era do quinto árbitro não devia ser assim”, repetiu Hugo Oliveira.

Por fim, Hugo Oliveira abordou a evolução que a sua equipa ainda precisa de demonstrar, especialmente em jogos de grande exigência. A capacidade de manter a personalidade e encontrar soluções perante a pressão de adversários fortes é um dos objetivos a serem alcançados. “É um passo que temos de dar enquanto equipa. Queremos jogar, discutir o resultado e chegar à baliza adversária. O Sporting, com o decorrer do jogo, começou a recuperar bolas mais cedo e, aí, prendemo-nos um bocadinho. Temos de dar o passo à frente. Mesmo perante uma grande equipa, num estádio difícil, o campeão nacional, com as bancadas a puxar, temos de manter a personalidade e encontrar outros caminhos, mantendo a tranquilidade. Mas o trabalho defensivo foi competente. Obviamente que o Sporting teve um caudal mais ofensivo e criou situações, associando-se muito por dentro, mas íamos fechando. Não podíamos sofrer de bola parada e perder por esse momento. Os jogos e as histórias constroem-se e este jogo poderia ter tido uma história diferente”, concluiu o técnico.