Na recente janela de transferências de inverno, que se encerrou esta segunda-feira, clubes como Gil Vicente, Rio Ave e Famalicão destacaram-se pelo aumento significativo das suas receitas. O Gil Vicente liderou o ranking, ultrapassando os 20 milhões de euros em vendas de jogadores, impulsionados pela sua melhor campanha da história no campeonato. As transações mais notáveis incluíram o avançado Pablo Felipe, que se transferiu para o West Ham por cerca de 23 milhões de euros, e o guarda-redes Andrew, cujo valor de venda contribuiu com mais 1,5 milhões de euros para os cofres do clube.
O Rio Ave também reportou um desempenho financeiro notável na janela, com um total de 11,75 milhões de euros em receitas provenientes de transferências. Destacam-se as saídas de André Luiz e Clayton para o Olympiacos, respectivamente por 6,75 e 5 milhões de euros, que facilitaram um estreitamento nas relações comerciais entre os clubes. Além disso, o clube viu a necessidade de reforçar a sua equipa após a integração de novos atletas, incluindo cinco contratações que já estão a treinar sob o comando de Sotiris Silaidopoulos, preparando-se para a próxima partida contra o Braga, marcada para domingo.
Desempenho do Famalicão
Por outro lado, o Famalicão, que fechou a janela com 10 milhões de euros, viu a saída do avançado Yassir Zabiri para o Rennes por 10 milhões de euros, sendo uma das grandes movimentações da sua história recente. Apesar do interesse de clubes estrangeiros, o capitão Gustavo Sá optou por permanecer em Portugal, rejeitando ofertas do Al Ittihad.
Esta janela também foi marcada pela cautela dos grandes clubes portugueses, sendo que Benfica, FC Porto e Sporting tiveram um comportamento controlado quanto às suas vendas. O Benfica, por exemplo, vendeu David Jurásek para o Slavia Praga por 3 milhões de euros, enquanto o Sporting viu a rescisão de Jeremiah St. Juste e algumas movimentações de empréstimos.
Estratégia Conservadora dos Grandes Clubes
O FC Porto, que lidera a I Liga, teve apenas saídas pontuais, como a de André Franco para o Chicago Fire. Esta abordagem conservadora poderá refletir a estratégia das equipas maiores, que visam fortalecer os seus elencos enquanto mantêm um equilíbrio financeiro.
Num contexto mais amplo, a I Liga de Portugal arrecadou um total de 527,34 milhões de euros entre as janelas de verão e inverno da temporada 2025/26. Esse montante engloba não apenas transferências diretas, mas também taxas de empréstimos fixas e outros valores negociados. Por exemplo, o Sporting foi o único a estabelecer um novo recorde de vendas, atingindo a cifra de 182,1 milhões de euros no total de transferências na presente temporada.
Impacto das Transferências no Futuro
Assim, a janela de transferências de janeiro de 2026 se mostrou vital não apenas para o incremento nas receitas, mas também para o fortalecimento estratégico das equipas que aspiram a melhorar seu desempenho no campeonato e nas competições internacionais. Os movimentos realizados podem impactar significativamente a corrida pela liderança da liga e o sucesso nas competições europeias, com cada clube a tentar maximizar a sua competitividade.
As próximas semanas serão cruciais para observar o impacto das transferências na performance dos clubes e a adaptação dos novos jogadores às suas equipas. O foco agora recai sobre como as equipas irão utilizar as receitas obtidas para se reforçar e melhorar nas próximas competições.