O Estrela da Amadora avançou com um Processo Especial de Revitalização (PER) junto do Tribunal de Sintra. Este mecanismo legal permite ao clube negociar com os seus credores, de modo a assegurar a continuidade da sua atividade desportiva e financeira.
A iniciativa surge devido a uma dívida de aproximadamente 5 milhões de euros ao Flamengo, referente às vendas dos jogadores Igor Jesus e André Luiz. O acordo inicial previa flexibilidade negocial, mas recentes mudanças na direção do clube brasileiro levaram a uma exigência de pagamento integral num curto prazo, sob pena de recurso à FIFA. Tal cenário poderia inviabilizar o licenciamento do Estrela da Amadora junto da Liga Portuguesa de Futebol Profissional para as competições de 2026/27, caso a dívida não seja resolvida.
A administração do clube amadorense esclarece que, apesar da situação, não existem dívidas salariais, as obrigações fiscais estão regularizadas e não há exposição bancária. O passivo, segundo o clube, está maioritariamente ligado a investimentos no plantel e em infraestruturas. A direção vê esta medida como uma forma de garantir estabilidade e sustentabilidade, com a confiança de que a situação financeira do clube será revertida.