Francisco Neto: Crescimento e Ambição no Futebol Feminino Português

  1. Francisco Neto: "muito difícil mudar mentalidade"
  2. Modelos inspiradores: Kika Nazareth, Jéssica Silva
  3. Ambição: "ganhar os jogos certos"
  4. Próximos jogos: Letónia (5 junho), Finlândia (9 junho)

O selecionador nacional feminino, Francisco Neto, abordou o progresso do futebol feminino em Portugal, salientando os desafios e as ambições futuras. Em declarações, o timoneiro das “navegadoras” realçou as dificuldades inerentes à mudança de mentalidades, mas também o crescimento notável que a modalidade tem registado nos últimos anos. “No futebol feminino tem sido muito difícil mudar a mentalidade das pessoas. Primeiro, na aceitação de que uma mulher pode e deve fazer o que mais gosta, que é jogar. Temos vindo a construir essa aceitação da mulher futebolista para o exterior”, afirmou Francisco Neto, durante a celebração do 10.º aniversário do jornal ECO, em Lisboa.

O técnico sublinhou a importância de criar modelos inspiradores para as jovens atletas. “Se antes uma menina que queria jogar futebol dizia querer ser o Figo ou o [Vítor] Baía, hoje já há a Kika Nazareth ou a Jéssica Silva como referências”, apontou, evidenciando o impacto positivo do reconhecimento de jogadoras portuguesas. Francisco Neto salientou o desenvolvimento da modalidade em diversos aspetos, desde o aumento de adeptos e praticantes até à competitividade das equipas nacionais no cenário internacional. “Tem crescido muito nos últimos 10 anos, gostaríamos que fosse a uma grande velocidade, mas sabemos que nem sempre pode ser assim. Quando não conseguimos correr, temos de caminhar, e quando não conseguimos caminhar, temos de gatinhar. É o que temos vindo a fazer, não podemos é parar”, disse, ilustrando a persistência e o esforço contínuo para o avanço da modalidade.

Relativamente aos objetivos da seleção nacional, Francisco Neto expressou a ambição de lutar por vitórias em todas as partidas, mas com uma estratégia clara para alcançar os patamares mais elevados. “Portugal é uma equipa em crescimento que quer ganhar todos os jogos, mas tem de saber ganhar os jogos certos, pois são esses que conduzem a fases finais”, realçou o selecionador. Abordando o “estigma” da comparação com a seleção masculina, o técnico frisou que as jogadoras também “querem lutar por títulos”. A curto prazo, a equipa tem em vista os próximos compromissos da Liga das Nações feminina. “A janela internacional que se avizinha acarreta uma organização diferente, mas a ambição de sempre”, afirmou Francisco Neto, focado na conquista dos seis pontos diante da Letónia e da Finlândia. Estes resultados são cruciais para assegurar o primeiro lugar no grupo, a consequente subida à Liga A e a tão desejada participação no play-off para o Mundial2027, no Brasil.

Os próximos desafios da seleção feminina incluem o confronto com a Letónia a 5 de junho, no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril, e, posteriormente, a Finlândia a 9 de junho, no Tammelan Stadion, em Tampere. Portugal lidera atualmente o Grupo 3 com 12 pontos, três a mais que a Finlândia. O modelo de qualificação para o Mundial de 2027 prevê que os vencedores dos grupos da Liga B subam diretamente para a Liga A da Liga das Nações e disputem o play-off mundial como cabeças de série, enquanto as segundas e terceiras classificadas também avançam para o play-off, mas sem o estatuto de cabeças de série. A quarta classificada desce para a Liga C, o que aumenta a importância dos próximos jogos para as aspirações portuguesas.

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