O treinador do Estoril, Ian Cathro, abordou a atual fase da sua equipa e o próximo desafio frente ao Rio Ave, demonstrando confiança na evolução dos canarinhos
. Cathro sublinhou a maturidade alcançada e a capacidade de adaptação, fruto de um trabalho focado no presente. “Talvez pensem que é tanga, mas é mesmo verdade: trabalhamos só pelo dia, e o dia seguinte, e nada mais do que isso”
, revelou. Esta filosofia de dia a dia
é, segundo o técnico, o motor para o crescimento constante da equipa, que se reflete na estabilidade defensiva e na capacidade de gerir resultados, como evidenciado na vitória contra o Nacional.
Apesar da ausência de pressão, Cathro garante que não há laxismo. A equipa prepara-se intensamente para cada jogo, e o encontro com o Rio Ave não é exceção. O treinador fez uma análise detalhada do adversário, reconhecendo a sua transformação. “O Rio Ave perdeu dois jogadores super importantes, mas ganhou uma equipa. Vai ser um jogo completamente diferente do da primeira volta. Há uma química entre a equipa, está mais humilde, mais ligada, mais robusta. Tem um meio-campo defensivamente muito forte, dois alas rápidos, e jogadores inteligentes na frente, que sabem ocupar espaços. É uma equipa que está mais feliz, confortável e se torna, por isso, mais competitiva”
, elogiou o técnico escocês. Ele também salientou que “É uma equipa muito mais robusta que na primeira volta”
, e que a diferença de contexto temporal altera a dinâmica do jogo: “Temos de perceber que um jogo em março não é igual a um jogo em agosto e perceber também as circunstâncias táticas e psicológicas.”
O Estoril, por sua vez, também evoluiu significativamente desde o início da temporada. Ian Cathro destaca a melhoria em vários aspetos do jogo e a busca por estabilidade. “Tentamos melhorar em todos os aspetos do jogo, melhorar o clube, ganhar estabilidade para permitir outras decisões no futuro. Queremos construir essa equipa e estamos a mostrar essa competência”
, afirmou. A capacidade da equipa de controlar o jogo sem depender exclusivamente da posse de bola é um ponto de orgulho para o treinador. “Poucas vezes até agora fomos capazes de sentir esse controlo sem ser com bola no pé. Acho que este último jogo [Nacional, vitória por 1-0] mostrou que estamos mais perto de ser uma equipa que consegue fazer as duas coisas”
, observou satisfeito. Cathro reforça que a equipa não olha para além do próximo passo: “Trabalhamos só no dia a dia. Focamo-nos nas pequenas coisas, nas pequenas tarefas para melhorar o próximo treino e o próximo jogo. Temos uma ambição muito grande para ganhar todos os minutos do jogo. Queremos ganhar e como trabalhamos com essa atitude não sinto que seja preciso olhar mais à frente do que isso.”