Os 12 jogadores em dúvida para a convocatória de Roberto Martínez

  1. João Carvalho: 10 assistências na Liga I
  2. João Moutinho: sete fases finais vividas
  3. Ricardo Horta: 19 golos e 10 assistências
  4. Jogador do Toluca: 54 golos e 12 assistências

Com a derradeira chamada de Roberto Martínez antes do Mundial de 2026 a ser aguardada com grande expectativa, um conjunto de 12 futebolistas surge como potenciais nomes para integrar a lista, embora muitos não sejam presenças habituais. Entre os talentos emergentes e os veteranos reabilitados, a dúvida reside em quem conseguirá captar a atenção do selecionador.

Um dos nomes em destaque é João Carvalho, do Estoril Praia. O seu registo de 10 assistências na Liga I é notável, superado apenas por Francisco Trincão. “Ter dois dígitos ao lado do seu nome na hierarquia de assistências da Liga I deveria valer, por si só, uma consideração, por mais pequena que fosse”, defende a análise, realçando que o jogador é “capitão do louvável Estoril Praia quando tem a bola, destemido a embalar jogadores para a frente”. A sua capacidade para “fomentar combinações, tabelas e colocarem jogadas a mexer” é vista como um trunfo, especialmente se a seleção procura “ideias frescas na cabeça e pés que as executem sem receios”. Contudo, a abundância de opções no meio-campo nacional e o facto de atuar num clube de menor dimensão podem ser obstáculos. A versatilidade de João Carvalho, que funciona “como um 10 puro a vadiar entre linhas ou um médio interior descaído para a esquerda de modo a, sendo destro, receber a bola com o corpo aberto para a baliza”, é uma qualidade que Martínez poderá considerar. Ele está já na “terceira época, a segunda consecutiva, no Estoril Praia”, a tentar alcançar um lugar no topo da tabela.

Outro jogador que merece atenção é João Moutinho, cuja experiência e qualidade permanecem inegáveis ao serviço do SC Braga. O médio, que “nunca foi chamado por Roberto Martínez”, continua a dar cartas, como se viu na Liga Europa. “O requinte nas ações de João Moutinho e a sua requintada consistência de bem jogar mantêm-se intactas, ou talvez mais apuradas”, o que o torna um “farol de decisões acertadas às jogadas dos minhotos”. A sua capacidade de atuar como “sombra a Vitinha na função de 6 fazedor de jogo, mais contrutor, para as eventualidades”, e o facto de possuir “sete fases finais vividas” são argumentos fortes para uma potencial chamada, mesmo que num papel secundário. Já Luís Esteves, do Gil Vicente, que teve formação no Sporting e brilhou no campeonato, é um cérebro no meio-campo. “Com pinta de número 10, recuou uns metros no campo, atua mais como um 8 por força da lógica”, é descrito como alguém “tão extremamente apto para privar com a bola tem de andar sempre perto dela”. Os seus “três golos e as sete assistências não lhe escrevem justiça”, pois o seu futebol “suplanta uma visão baseada em números e assentaria na seleção também pela lógica”.

Ricardo Horta, do SC Braga, é outro nome que surpreendeu pela ausência em chamadas anteriores, apesar das suas excelentes exibições. Embora Martínez o tenha elogiado no passado como “um exemplo” e “um sonho taticamente e tecnicamente”, Horta não foi convocado desde “novembro de 2023”. No entanto, o avançado “só tem melhorado” e vai “embalado para fixar, em números, a melhor época da sua carreira com 10 assistência e 19 golos”. Ele é considerado “o melhor marcador da história do SC Braga”, e a sua “qualidade especial no seu jogo: a finalização na área ou à sua beira, com remates de primeira”, é um trunfo. Martínez, que disse em 2024 que “há outros jogadores que são especialistas nas coisas que precisamos nos jogos”, terá visto Horta a marcar dois golos ao Ferencváros, o que pode dificultar a sua ignorarção. Rodrigo Mora, do FC Porto, é outro jovem talento que “pode dizer ‘eu estive lá’” na conquista da Liga das Nações, apesar de não ter jogado. O “puto-maravilha do FC Porto” tem sido a “única ponta por onde se pôde pegar na equipa portista”, salvando os dragões em vários jogos. No entanto, a sua função no novo esquema tático, “agora obrigado a ser um médio interior esquerdo”, o afasta da baliza, algo que poderá afetar o seu desempenho. A sua presença na equipa principal da seleção, como se viu na “estreia em convocatórias da seleção principal”, é um potencial por explorar.

Para o meio-campo, além dos já mencionados, surgem novos e antigos nomes. O jogador do West Ham é um exemplo de “maturidade para quem tem 21 anos”, apesar de a sua equipa correr risco de descida. A sua segunda época na Premier League tem sido “ainda melhor, com mais chegada à área, presença física”, o que o tornaria num “registo mais de box to box à seleção nacional”. Por outro lado, a “atual passagem pela Real Sociedad está a fazer o canterano do Benfica renascer”, com “nove golos, todos apontados desde novembro, e oito assistências”. Este jogador, que “nunca foi utilizado por Roberto Martínez”, tem um currículo de 32 internacionalizações A, sendo um dos heróis da Liga das Nações de 2019. António Silva e Araújo, ambos do Benfica, são dois centrais que competem por um lugar. O primeiro, com “18 internacionalizações, presente nos passados Europeu e Mundial”, tem sido preterido em detrimento de Araújo, de quem Mourinho destacou a “finura técnica e a velocidade”. Embora Silva tenha “29 titularidades”, Araújo está “em melhor momento”. No ataque, a procura de um terceiro avançado, além de Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos, pode levar à chamada de um canhoto nascido em Barcelos. Após a sua melhor época no Sporting com “21 golos”, o “atacante do Toluca tem brilhado no México”, com “54 vezes e assistiu 12” golos.

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